Política SPD aceita acordo para negociar formação de governo com Merkel

SPD aceita acordo para negociar formação de governo com Merkel

O partido de Martin Schulz disse "sim" ao acordo alcançado com os conservadores de Merkel para negociarem a formação de um governo de coligação.
SPD aceita acordo para negociar formação de governo com Merkel
Reuters
Rita Faria 21 de janeiro de 2018 às 15:54

O SPD, que esteve reunido num congresso extraordinário este domingo, 21 de Janeiro, deu luz verde ao acordo que abrirá a porta ao processo de negociações formais com vista à formação de um governo de coligação com o bloco conservador liderado por Angela Merkel.

De acordo com a Reuters, o "sim" às negociações formais venceu com 362 votos favoráveis, 279 contra e uma abstenção.

Desta forma, está aberto o caminho do processo negocial para renovar a "grande coligação" com o partido da chanceler alemã, que deverá cumprir o seu quarto mandato na liderança da Alemanha, colocando um ponto final em meses de incerteza na maior economia da Europa.

A Bloomberg sublinha que as atenções voltam-se agora para Merkel e para os parceiros da CDU, que vão reunir-se ainda este domingo, em Berlim, para avaliar o resultado da votação do partido de Martin Schulz e preparar as negociações com vista à formação de governo, que devem arrancar já na segunda-feira.

"O SPD deve e será visível, audível e reconhecível", afirmou o líder dos sociais-democratas no congresso deste domingo. "Devem ser tomadas decisões importantes agora - não em três, quatro, cinco anos", acrescentou o responsável, citado pelo The Guardian.

Antes de os membros do SPD terem iniciado a votação, Martin Schulz fez um apelo ao "sim", dizendo que a sua decisão estava a ser observada em toda a Alemanha e também na Europa.

"Não se deve governar a qualquer preço", disse Schulz. "Mas também não devemos estar preparados para pagar qualquer preço para nos recusarmos a governar".

 

O acordo de princípio entre os dois partidos foi alcançado no dia 12 deste mês, depois de vários meses de incerteza na sequência dos resultados inconclusivos das eleições de Setembro.

Nessa altura, Schulz colocou de parte qualquer hipótese de participar em negociações com a CDU de Merkel para renovar a grande coligação. Contudo, a tentativa de constituir uma aliança alargada e nunca experimentada  – conhecida por Jamaica – que além da CDU/CSU incluía os Verdes e os liberais do FDP caiu por terra, aumentando a pressão para um novo acordo entre os conservadores e os sociais-democratas. 


(Notícia actualizada às 16:14)




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