Função Pública STE: Governo alega que há "dificuldades informáticas" na eliminação dos duodécimos

STE: Governo alega que há "dificuldades informáticas" na eliminação dos duodécimos

O Governo diz ao STE que há problemas técnicos na eliminação dos duodécimos no início do ano. Helena Rodrigues considera que a justificação é "uma falsa questão".
STE: Governo alega que há "dificuldades informáticas" na eliminação dos duodécimos
Bruno Colaço/Correio da Manhã
Catarina Almeida Pereira 12 de Outubro de 2016 às 12:09

O Governo alega que há dificuldades informáticas na eliminação dos duodécimos já em Janeiro. A justificação foi apresentada na primeira reunião do Governo com o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), que considera que esta é uma "falsa questão".

"Foi dito pelo Governo que será difícil que em Janeiro deixe de se fazer o pagamento do subsídio de Natal em duodécimos" porque "será complicado fazer a alteração dos sistemas informáticos numa administração pública que é vasta", disse aos jornalistas a presidente do STE, Helena Rodrigues, no final de uma reunião com a secretária de Estado da Administração Pública, Carolina Ferra.

Em causa está a forma de pagamento do subsídio de Natal, que desde 2013 é pago em pequenas parcelas ao longo dos doze meses do ano (os chamados duodécimos), como forma de atenuar os efeitos do "enorme" aumento de impostos então feito.

O Observador noticiava esta terça-feira que o Governo quer acabar com o pagamento dos subsídios em duodécimos no próximo ano, o que seria coerente com a posição do primeiro-ministro. A resposta dada ao STE não aponta nesse sentido, apesar de as negociações não estarem fechadas, podendo a posição do Governo evoluir.

Esta foi a única justificação apresentada ao Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado. "É uma falsa questão, como toda a gente já percebeu. Aproveitámos a questão para dizer ao Governo que de facto a retirada do duodécimo punha a nu uma questão essencial: é que as pessoas cada vez mais sentem dificuldades em pôr o pão na mesa", comentou Helena Rodrigues.

O STE também garante que há abertura do Governo para discutir aumentos salariais, apesar de não ter revelado qualquer compromisso específico. A Frente Sindical que o STE lidera pede aumentos de 2% nos salários e a redução dos descontos para a ADSE de 3,5% para 2,25%. O primeiro-ministro disse há cerca de uma semana, em entrevista ao Público, que os salários não vão aumentar.

Estas reivindicações continuarão a ser negociadas com a secretária de Estado da Administração Pública já na próxima semana, depois da apresentação da proposta do Orçamento do Estado para 2017.




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mais votado Anónimo Há 3 semanas


PS . BE . PCP são uns PHILHOS DE PHU TA que xupam o sangue ao POVO...

para dar mais dinheiro e privilégios aos FP & CGA.

comentários mais recentes
Alberto Neves Há 3 semanas

O problema é que o ze tuga passava a receber menos todos os meses e isso ia dar menos votos na eleições do início do ano ! Dá para perceber, não é ?

Luis Espada Há 3 semanas

A credibilidade da desculpa é exactamente a mesma se tivessem dito que a culpa era do Pai Natal...

Ricardo João Há 3 semanas

só serve para subir não dá para descer, neste caso só sobem os salários deles, de resto para os outros sobem os cortes.

José Rebelo Há 3 semanas

Exacto... ??

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