Zona Euro Stiglitz diz que Eurogrupo precisa de líder que conheça diversidade da Zona Euro e aponta Centeno

Stiglitz diz que Eurogrupo precisa de líder que conheça diversidade da Zona Euro e aponta Centeno

O economista Joseph Stiglitz afirmou esta terça-feira que "seria bom para o Eurogrupo ser liderado por alguém com um grande conhecimento da diversidade da Zona Euro", considerando que o ministro português Mário Centeno tem essa capacidade.
Stiglitz diz que Eurogrupo precisa de líder que conheça diversidade da Zona Euro e aponta Centeno
Bloomberg
Lusa 30 de maio de 2017 às 17:55
Quando questionado sobre se o ministro português das Finanças é a pessoa indicada para presidir ao Eurogrupo, o prémio Nobel da Economia de 2001 respondeu afirmativamente: "Sim, acho que seria bom para o Eurogrupo ser liderado por alguém com um grande conhecimento da diversidade da Zona Euro", disse Stiglitz numa conferência de imprensa integrada nas Conferências do Estoril.

O professor da Columbia University acrescentou que "é tempo de o Eurogrupo ser representado por alguém que tem mais conhecimento das dificuldades que a Zona Euro como um todo enfrenta".

Joseph Stiglitz referiu-se também ao actual presidente do grupo dos ministros das Finanças da área do euro, considerando que Jeroen Dijsselbloem devia ter-se demitido depois das polémicas afirmações sobre os países do sul da Europa.

"Como uma pessoa que está de fora, fiquei horrorizado com as afirmações de Dijsselbloem. São um exemplo das disfunções na Europa. E, quando fez afirmações como aquelas, devia ter-se demitido. Achei profundamente perturbador", defendeu.

Em Março, o presidente do Eurogrupo afirmou, em entrevista ao jornal Frankfurter Zeitung, que não se pode pedir ajuda depois de gastar o dinheiro em álcool e mulheres, referindo-se aos países do sul da Europa, declarações que foram criticadas em várias frentes, incluindo pelo Governo português, e relativamente às quais Dijsselbloem veio depois pedir desculpa.

Stiglitz falou ainda sobre as agências de 'rating', apontando o fraco currículo destas organizações, que disse serem "profundamente políticas", sublinhando mesmo que nos Estados Unidos há provas de práticas de fraude ainda que não haja condenações.

Interrogado sobre se as agências de 'rating' devem subir a nota atribuída a Portugal, o economista norte-americano disse que sim, mas que é impossível saber: "Espero que as agências subam o 'rating' de Portugal, devem subi-lo, há todas a razões para que o façam. Mas porque são [instituições] políticas, quem sabe o que elas vão fazer?".

Estas afirmações surgem numa altura em que se somam as exigências de uma avaliação mais positiva de Portugal por parte das agências de notação financeira, tanto por parte das autoridades portuguesas como também do lado de Bruxelas.

O comissário europeu dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, considerou hoje que o desempenho económico de Portugal merece uma avaliação mais positiva por parte das agências de 'rating' e que "os riscos não podem ser olhados hoje com os óculos de ontem", até porque "há boas razões de confiar mais em Portugal hoje, o que não era o caso no passado".

Internamente, tanto o primeiro-ministro como o Presidente da República já defenderam que é tempo de uma revisão em alta da visão destas agências: António Costa considerou que faz "pouco sentido" que as agências de 'rating' mantenham a notação de Portugal "como se nada tivesse acontecido desde 2011" e Marcelo Rebelo de Sousa argumentou que seria justo que revissem até Setembro a avaliação de Portugal.

Joseph Stiglitz, que está em Portugal para participar nas Conferências do Estoril, recebeu hoje o Estoril Global Issues Distinguished Book Prize 2017 pelo livro "O euro e a sua ameaça ao futuro da Europa", editado em Portugal em 2016.

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mais votado Anónimo Há 3 semanas

É preciso automatizar tudo ao máximo para acabar com esses manteigueiros todos, elevar os níveis de produtividade, transparência e prestação de contas. No sector público, então, nem se fala!

comentários mais recentes
Mr.Tuga Há 3 semanas

Não consigo parar de RIR !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Anónimo Há 3 semanas

Ao contrário da situação nos países ricos e desenvolvidos, o excedentarismo em países atrasados, cheios de pobreza, miséria e subdesenvolvimento, como na África Subsariana, é desprezável, ou um mal necessário, na medida em que como não existe um sistema público de segurança social nem outras estruturas do Estado de Bem-Estar Social, o excedentarismo acaba por cumprir, ainda que parcialmente e de forma muito limitada, as mais fundamentais e estruturantes funções sociais dos Estados de Bem-Estar Social já bem estabelecidos no Primeiro Mundo. No Primeiro Mundo, onde existem condições para criar valor do mais elevado quilate, mesmo com escassez de recursos naturais, o excedentarismo, nas organizações públicas e privadas, é um cancro económico e social que extrai valor do Estado, incluindo o Estado Social, da economia e da sociedade, tendo por isso que ser combatido sem piedade, a par com os flagelos da corrupção política, do compadrio e demais formas de cleptocracia instituída.

Anónimo Há 3 semanas

É preciso automatizar tudo ao máximo para acabar com esses manteigueiros todos, elevar os níveis de produtividade, transparência e prestação de contas. No sector público, então, nem se fala!

pertinaz Há 3 semanas

AH AH AH... BOA SOLUÇÃO PARA ESTOURAR COM A ZONA EURO... COISA QUE ESTE E OUTROS AMERICANOS MAIS QUEREM...!!!

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