Economia Suicídios aumentaram 16% em 2014

Suicídios aumentaram 16% em 2014

Um relatório do INE mostra que três em cada quatro suicídios foram cometidos por homens e que as doenças do aparelho circulatório são a principal causa de morte em Portugal.
Suicídios aumentaram 16% em 2014
António Larguesa 23 de maio de 2016 às 12:34

As doenças do aparelho circulatório e os tumores malignos estiveram na origem de mais de metade (55,6%) do total de 105.219 óbitos ocorridos em Portugal em 2014, que baixaram 1,6% face ao ano anterior. Os dados constam de um relatório do INE divulgado esta segunda-feira, 23 de Maio.

 

Enquanto as doenças foram a causa de 95,4% das mortes no país, houve 4.818 óbitos devidos a causas de morte externas de lesão e envenenamento, que sofreram um aumento de 14% em relação a 2013. E entre estas, o Instituto Nacional de Estatística destaca a subida de 16,1% nos suicídios.

 

Das 1.223 pessoas que se suicidaram no país em 2014, 76% foram homens, correspondendo assim esta causa a quase 2% dos óbitos masculinos. Nestes casos, a idade média ao óbito foi de 59,2 anos, sendo semelhante para os dois sexos: 59,3 para os homens e 58,9 para as mulheres.

 

A publicação que apresenta os resultados estatísticos relativos à mortalidade em Portugal em 2014 mostra um aumento homólogo de 2,4% nas doenças do aparelho circulatório. São a principal causa de morte, representando quase um terço do total (30,7%). Afectam mais as mulheres (55%), mas atingem os homens cerca de seis anos mais cedo.

 

Do conjunto de doenças do aparelho circulatório, foram "particularmente letais" os acidentes vasculares cerebrais (AVC), que estiveram na origem de 11,2% do total de mortes no país – mataram 11.808 pessoas –, seguidos da doença isquémica do coração e do enfarte agudo do miocárdio.

 

Já os tumores malignos, que foram a segunda causa básica em 2014 – justificam uma em cada quatro mortes em Portugal – afectam mais os homens (60%) do que as mulheres, sendo fatais aos 72,7 anos, em média. Os que mais matam são os tumores malignos da traqueia, brônquios e pulmão, seguidos do cólon, recto e ânus.

 

O relatório do INE mostra ainda uma descida de 3,7% nas mortes causadas por doenças do aparelho respiratório, para um total de 12.164 óbitos, assim como nas causadas por diabetes mellitus, que baixaram 6% face a 2013. Esta última continua a vitimar mais mulheres do que homens, numa relação de masculinidade de 73,6 óbitos masculinos por cada 100 femininos.




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