Justiça Supremo ordena vigilância policial aos membros da Mesa do Parlamento catalão e adia audiências

Supremo ordena vigilância policial aos membros da Mesa do Parlamento catalão e adia audiências

O Supremo Tribunal decidiu adiar por uma semana as audiências com os seis membros da Mesa do parlamento da Catalunha. Na Audiência Nacional, faltaram cinco dos 14 membros do Governo chamados, incluindo Puigdemont.
Supremo ordena vigilância policial aos membros da Mesa do Parlamento catalão e adia audiências
Reuters
Negócios 02 de novembro de 2017 às 11:37

O Supremo Tribunal de Espanha decidiu impor "vigilância policial" à presidente da Mesa do Parlamento catalão, Carme Forcadell, e aos restantes cinco membros, depois de ter suspendido as audiências que estavam marcadas para hoje e sexta-feira.

Os seis membros, que estão a ser investigados por alegados crimes de rebelião e sedição, compareceram no Supremo esta manhã, como lhes foi solicitado, mas o magistrado Pablo Llarena acabou por aceitar o pedido dos advogados para adiar as audiências por uma semana, para 9 de Novembro.

Para exercer esta vigilância policial, o magistrado pediu aos seis integrantes da Mesa do parlamento da Catalunha que facultassem um domicílio e um contacto telefónico, para que possam ser notificados.

Para esta manhã está também marcada a audiência dos 14 ex-membros da Generalitat na Audiência Nacional, que vão responder por rebelião, sedição, má gestão e outros delitos relacionados com o processo da declaração unilateral de independência, proclamada após uma votação secreta no parlamento local.

Desses 14 membros – que incluem o presidente Carles Puigdemont – apenas nove compareceram no tribunal. Os ausentes são o próprio Puigdemont, e os antigos ministros Clara Ponsati, Antoni Comín, Lluis Puig e Meritxell Serret que, segundo o El País, estarão na Bélgica.

A mesma publicação adianta que a procuradoria-geral pede pena de prisão efectiva para todos os antigos membros do Governo da Catalunha, com excepção de Santi Vila, que se demitiu do cargo um dia antes de o parlamento ter aprovado a declaração unilateral de independência. 

Citando fontes ligadas ao processo, a agência EFE já havia avançado que o mais provável era que viesse a ser pedida a prisão preventiva para a "maior parte" dos investigados. 




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