Defesa Tancos: Marcelo defende "investigação que apure tudo, factos e responsabilidades"

Tancos: Marcelo defende "investigação que apure tudo, factos e responsabilidades"

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu hoje "uma investigação que apure tudo, factos e responsabilidades", no caso do furto de material de guerra que ocorreu na semana passada nos Paióis de Tancos.
Tancos: Marcelo defende "investigação que apure tudo, factos e responsabilidades"
Cofina Media
Lusa 02 de julho de 2017 às 18:46
"Primeiro, não haver dúvidas que se deve investigar até ao fim em matéria de factos e responsabilidades", defendeu o chefe de Estado, em declarações aos jornalistas no final da inauguração do novo edifício do Hospital de Sant'ana, na Parede (concelho de Cascais).

Na primeira vez que se referiu a este caso, o Presidente da República elencou, além da investigação - que comparou até à do caso da morte de Comandos -, outras três questões que considera prioritárias.

"Segundo, que tem de se prevenir o futuro para que não haja de seis em seis anos furtos destes e com gravidade crescente", definiu, numa referência a um furto no Carregado (concelho de Alenquer) no final de 2010.

Em terceiro lugar, o chefe de Estado pediu que se investigue se existe alguma ligação entre este furto e outros dois que disse terem acontecido "nos últimos dois anos em países membros da NATO, um deles há poucos meses", sem especificar a que Estados se referia.

"Foram vários os furtos que parecem ter semelhança com este, tem de se apurar se sim ou se não", disse.

Por fim, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que, "se no percurso da investigação, que ainda não está no fim, for necessário tomar medidas cautelares", elas devem ser tomadas, salientando que não se trata de "medidas punitivas".

"Se for necessário tomar medidas que são meramente destinadas a facilitar a investigação, faz sentido tomá-las", disse, sem concretizar se se referia às cinco exonerações de comandantes de ramos anunciadas no sábado pelo Chefe de Estado-Maior do Exército.



A sua opinião10
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo 02.07.2017

Em comparação com Marcelo e o seu governo das esquerdas unidas, Obama foi um fanático ultra neoliberal. As pessoas mais desatentas ou distraídas deviam ter consciência disto. Cabe a órgãos de comunicação social como o Jornal de Negócios, de forma pedagógica, a facilitação dessa informação verídica e oportuna à luz dos desafios que Portugal e os portugueses enfrentam e dos quais muitos nem se apercebem. Foi lamentável o que aconteceu em Pedrógão Grande e em Tancos por causa do investimento público ter sido cortado pelo governo socialista para o nível mais reduzido desde 1960 para equilibrar contas públicas pressionadas pela patologicamente extensa e criminosamente hiperinflacionada folha salarial e de pensões do Estado. "Job shifts under Obama: Fewer government workers, more caregivers, servers and temps" www.pewresearch.org/fact-tank/2015/01/14/job-shifts-under-obama-fewer-government-workers-more-caregivers-servers-and-temps/

comentários mais recentes
Anónimo 03.07.2017

Eu defendo que o Sr. Prof. Doutor Marcelo deixe de ser o animador de serviço e passe a ser "Preseidente da República".
Este não é grave, é muito grave e só se sai de forma minimamente airosa disto caso de recupere todo o material roubado.

Desavergonhados 03.07.2017

Isto é uma pouca vergonha!...andamos de investigação em investigação com situações gravissimas. 67 mortos num incêndio e roubo de material de guerra do nosso exercito. O Ministro da defesa e o chefe estado maior do exercito ja não deviam estar nos seus cargos!!.

Nahga(portuguise) 02.07.2017

Tenho ouvido as queixas dos profissionais da guerra de que o estado não tem investido neles ! Por estas afirmações podemos concluir que a segurança do material com que matam as suas presas está em último lugar das suas prioridades pois que tropa é essa que coloca em primeiro lugar outra perioridade?

pertinaz 02.07.2017

CUMBERSA DA TRETA...!!!

ver mais comentários
Saber mais e Alertas
pub