Economia Tancos: Ministro da Defesa ouvido sexta-feira no parlamento

Tancos: Ministro da Defesa ouvido sexta-feira no parlamento

O ministro da Defesa, Azeredo Lopes, será ouvido sexta-feira à tarde no parlamento sobre o assalto ao depósito de armas de Tancos, disse à agência Lusa o deputado Marco António Costa, presidente da respectiva comissão parlamentar.
Tancos: Ministro da Defesa ouvido sexta-feira no parlamento
Marta Poppe
Lusa 04 de julho de 2017 às 22:34

A comissão parlamentar de Defesa aprovou hoje as audições do ministro Azeredo Lopes e do chefe do Estado-Maior do Exército, general Rovisco Duarte, para que prestem esclarecimentos urgentes sobre o furto de armamento em Tancos.

 

As audições, requeridas pelo PSD e pelo CDS-PP, foram aprovadas por consenso entre todas as bancadas na reunião da comissão, devendo ser ouvido em primeiro lugar o general Rovisco Duarte, na quinta-feira, e só depois o ministro da Defesa, José Azeredo Lopes.

 

Os deputados coincidiram em classificar como "muito grave" o furto de material de guerra, em Tancos, detetado na passada quarta-feira, afirmando esperar que as audições possam realizar-se ainda na presente semana.

 

A audição ao ministro da Defesa deverá decorrer à porta aberta, mantendo-se a possibilidade de fechar a reunião à comunicação social se surgir algum motivo que o justifique.

 

Na reunião, o deputado do PSD Bruno Vitorino considerou que o furto nas instalações militares de Tancos é uma situação "sem paralelo" que afecta a credibilidade do país e que configura uma tipologia de crime "muito complexa com consequências inimagináveis".

 

Bruno Vitorino assinalou que "há dúvidas do ponto de vista político", considerando que o ministro "não desconhecia" a situação de fragilidade "já identificada na defesa dos Paióis" de Tancos.

 

O deputado criticou duramente o ministro da Defesa afirmando que "a cada dia que passa há mais dúvidas e os esclarecimentos são nenhuns".

 

A ausência de uma informação oficial sobre o furto de Tancos, Santarém, por parte do Governo ao parlamento, foi também notada pelo presidente da comissão, o social-democrata Marco António Costa, que no final disse que só não informou os deputados da comissão do ocorrido porque soube do caso pela comunicação social.

 

O furto foi também classificado como um caso de "enorme gravidade" pelo PS. O deputado socialista José Miguel Medeiros disse que a situação exige "todas as explicações, o apuramento de tudo o que se passou e a garantia de que foram tomadas todas as medidas necessárias para que não se volte a repetir".

 

Sugerindo que a audição do general Rovisco Duarte fosse realizada em primeiro lugar - sugestão acolhida por todos os grupos parlamentares - Miguel Medeiros defendeu que as audições devem ocorrer "esta semana". "Esta é a prioridade do país", disse.

 

Para o BE, a situação "é gravíssima" e implica que devem ser apuradas todas as responsabilidades "custe o que custar e doa a quem doer", frisou o deputado João Vasconcelos, que apontou já algumas ilações. "O Estado chegou a uma situação muito difícil que levou a uma decapitação dos serviços públicos, a uma decapitação das Forças Armadas pelo anterior governo", sustentou.

 

Do lado do PCP, o deputado António Filipe defendeu que a gravidade do furto demonstra "o estado de degradação a que as Forças Armadas foram conduzidas". "É preciso apurar tudo o que for possível apurar e refletir sobre a situação de pauperização a que chegaram as Forças Armadas", defendeu, acrescentando que é preciso "refletir sobre as medidas a tomar para que situações enxovalhantes como esta não aconteçam".

 

O Exército divulgou quinta-feira passada o furto de material de guerra de dois paiolins dos Paióis Nacionais de Tancos, Santarém.

 

Na sexta-feira, o Exército acrescentou que entre o material de guerra roubado na quarta-feira dos Paióis Nacionais de Tancos estão "granadas foguete anticarro", granadas de gás lacrimogéneo e explosivos, mas não divulgou quantidades.




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mais votado Anónimo Há 3 semanas

O dinheiro que se desperdiça com empresas públicas com excesso de custos salariais como a CGD e a CP ou com o excedentarismo no sector público em sentido lato, dava para investir num bom sistema de segurança, alarme e video-vigilância nos paióis e arsenais portugueses assim bem como em meios aéreos adequados ao combate a fogos e em equipamento para limpar uma boa faixa de mata junto às estradas do nosso território.

comentários mais recentes
Judas a cagar no deserto Há 3 semanas

Desde que o Monhé Costa colocou um açaime nos kumunas e brochiistas isto anda mais calmo.

Estes canhotos agora deixaram de ser rottwailers ?

Anónimo Há 3 semanas

É pena os comandantes, não terem sido logo demetidos, tenham sido apenas suspensos temporariamente! Eles são operacionais ou estão em cargos de secretaria como os políticos? O ministro só é responsável se foi ele que os escolheu, nomeou o que não deve ter sido o caso.

Anónimo Há 3 semanas

Portugal é a favela do mundo mais desenvolvido. Chamem a polícia.

Anónimo Há 3 semanas

Para salvar o excedentarismo de carreira ou "a dignificação" da alocação vitalícia de factor produtivo trabalho sem qualquer procura e justificação no sector público o governo PS reduziu o investimento público em bens de capital necessários em áreas muito importantes com crescente procura e incontestável pertinência. Por isso, alguns portugueses têm agora direito ao crematório público como o de Pedrógão, ao roubo de armas de guerra nos paióis como o de Tancos e ambulâncias do INEM paradas à noite por esse país fora... Que mais avanços "a pensar nas pessoas" estarão para chegar a Portugal devido à constituição socialista, à anacrónica lei laboral e ao sindicalismo troglodita? Viva a Frente Comum. Viva o socialismo lusitano e o fim da austeridade.

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