Autarquias Taxa turística em Lisboa rendeu mais de um milhão por mês

Taxa turística em Lisboa rendeu mais de um milhão por mês

Os 11,2 milhões de euros arrecadados incluem 1,2 milhões recolhidos no âmbito do acordo do município com a Airbnb, referentes aos meses de Maio a Setembro.
Taxa turística em Lisboa rendeu mais de um milhão por mês
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 30 de Dezembro de 2016 às 09:30
A cobrança da taxa turística nas dormidas em Lisboa, entre Janeiro e Outubro, rendeu à Câmara Municipal 11,2 milhões de euros, dos quais 3,5 milhões já foram aplicados na promoção e divulgação da capital, informou hoje a autarquia.

Num balanço enviado à agência Lusa, o município precisa que, "segundo os números disponíveis à data (referentes a Outubro), a Taxa Municipal Turística atingiu cerca de 11,2 milhões de euros", mas ressalva que "estão ainda a decorrer os prazos de pagamento referentes a Novembro e Dezembro".

"Só depois de Janeiro próximo será possível ter dados relativos ao total do ano de 2016", acrescenta a autarquia.

A Taxa Municipal Turística começou a ser aplicada a 1 de Janeiro de 2016 sobre as dormidas de turistas nacionais (incluindo lisboetas) e estrangeiros nas unidades hoteleiras e de alojamento local, sendo cobrado um euro por noite até ao máximo de sete euros.

No orçamento para este ano, a autarquia apontava uma estimativa de receita de 15,7 milhões de euros, sendo que metade do valor (quase oito milhões de euros) dizia respeito às dormidas de turistas na cidade, enquanto o restante deveria ser conseguido através das chegadas ao aeroporto e ao porto de Lisboa.

Segundo os dados enviados à Lusa, do total já angariado, 7,7 milhões de euros dizem respeito à cobrança da taxa em pernoitas em empreendimentos turísticos, enquanto 3,5 milhões de euros foram arrecadados em dormidas no alojamento local.

Dentro desta última fatia estão incluídos 1,2 milhões de euros recolhidos no âmbito do acordo do município com a Airbnb, referentes aos meses de maio a Setembro.

Desde 1 de Maio que a Airbnb, plataforma 'online' para aluguer de quartos e casas por curtos períodos de tempo, faz a colecta da taxa turística, paga por quem se aloja em Lisboa, e envia trimestralmente a receita à autarquia em nome dos seus anfitriões.

"A aplicação da taxa está a corresponder às expectativas", assinala o município, acrescentando que foram "já iniciados contactos com outros intermediários, com o fim de estabelecer novas parcerias" como a que existe com a Airbnb.

Até Outubro, estavam registados ou com registo em curso na plataforma usada para monitorizar a taxa 4.015 operadores de alojamento local e 203 estabelecimentos hoteleiros.

A autarquia aponta que, em 2017, "serão promovidas acções de fiscalização e de sensibilização ao sector do turismo local para a regularização crescente da actividade, em colaboração com as estruturas governamentais".

Por decidir, está como será aplicada a taxa nas chegadas por via aérea e marítima.

Em 2015, a ANA - Aeroportos de Portugal assumiu a responsabilidade pelo pagamento nas chegadas ao aeroporto, o que lhe custou 3,8 milhões de euros, mas informou não estar disponível para o fazer no ano seguinte.

Na resposta escrita enviada à Lusa, a Câmara de Lisboa indica que "o modelo de aplicação da taxa de chegadas, em vigor, está ainda a ser objecto de negociações com parceiros nacionais e internacionais".

Certo é que o valor já arrecadado com a taxa, que reverte para o Fundo de Desenvolvimento Turístico de Lisboa (criado para financiar investimentos na cidade), já permitiu alocar 3,5 milhões de euros "para promoção e divulgação da cidade de Lisboa", refere o município na mesma informação.

Ao todo, este fundo vai suportar 18,2 milhões de euros em investimentos a realizar na capital até 2019, abrangendo projectos como a requalificação do Palácio Nacional da Ajuda, a criação do Museu Judaico de Lisboa, em Alfama, do Centro Interpretativo da Ponte 25 de Abril e do terminal de actividade marítimo-turística, na antiga estação fluvial Sul e Sueste, entre outros.

Concelhos como Cascais e Porto estão a estudar como criar uma taxa semelhante à Lisboa.

Em Vila Real de Santo António, tal cobrança deverá entrar em vigor em 2017.



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comentários mais recentes
Albino Almeida Há 2 semanas

Vejam como ele está feliz. Mais um democrata que não foi eleito pelo povo mas governa, tal como o chefe da geringonça que perdeu as eleições mas governa. O Sampaio destituiu o Santana Lopes apesar de ter a maioria na assembleia da República e de pertencer ao partido mais votado. Estes são os pseudo democratas que compõem a geringonça que nos governa. A democracia para eles é conforme as suas conveniências e a democracia é como eles querem, são eles que opinam e catalogam quem é democrata e quem não é. Um partido da extrema esquerda é bom se for da extrema direita já não tem direito de existir. Quando ambos usam a ditadura enquanto governo para se manterem no poder. A história não mente onde existem regimes desta natureza as pessoas são detidas e mortas por delito de opinião e os povos vivem na miséria. Em Portugal temos uma deputada da extrema esquerda que o pai assaltou o banco de Portugal e agora vem armada em anjo. Vejam donde vieram a maioria dos membros do BE e vejam os seus chorudos ordenados e o seu nível de vida no entanto andam sempre com os mais desfavorecidos na boca para manterem as suas mordomias que vergonha e a tudo isto a nossa comunicação social em concluiu com eles dão-lhes tempo de antena em horário nobre. Porque será que os de extrema direita não têm o mesmo tratamento que democracia é esta? independentemente de estar de acordo ou não com eles. São ambos extremistas deveriam ter o mesmo tratamento.

Anónimo Há 2 semanas

E que é que interessa?Absolutamente nada: Quanto mais recebe mais gasta . Como vai a divida nacional ? Sempre mais alta. Um chefe de familia quanto mais recebe mais gasta!!! Onde vai tanto dinheiro? Mais taxas, taxinhas, impostos + impostos, nada vale. FRACO CHEFE DE FAMILIA QUE NÂO GERE SUA CASA

Francisco Carvalho Há 2 semanas

CHAPA GANHA,CHAPA GASTA !!! É A ORDEM DOS SOCIALISTAS !!

Gerardo Fernandes Há 2 semanas

E como têm alguma dificuldade em saber o que fazer, lá voltamos ao habitual, obras que na maior parte destrói memória e não melhora a vida dos cidadãos.

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