Finanças Públicas Teodora Cardoso: Para baixar juros "é preciso restaurar a confiança na política orçamental"

Teodora Cardoso: Para baixar juros "é preciso restaurar a confiança na política orçamental"

A presidente do Conselho de Finanças Públicas disse esta segunda-feira que "é preciso restaurar a confiança na política orçamental" em Portugal para fazer descer as taxas de juro da dívida pública, que já ultrapassaram os 4% a dez anos este mês.
Teodora Cardoso: Para baixar juros "é preciso restaurar a confiança na política orçamental"
Bruno Simão
Lusa 16 de janeiro de 2017 às 13:11
"No fundo precisamos de restaurar a confiança na política orçamental em Portugal. É isso que fará descer os 'spreads' [prémio] e a taxa de juro [da dívida pública]. Enquanto ela estiver a subir temos de pensar que o problema não está resolvido e que temos de continuar a trabalhar nisso", disse Teodora Cardoso.

Falando à margem de um seminário sobre investimento público, que decorre esta segunda-feira, 16 de Janeiro, em Lisboa, Teodora Cardoso foi questionada sobre as causas da subida das taxas de juro da dívida pública, que desde dia 5 de Janeiro já fecharam mais do que uma vez acima dos 4% no prazo a dez anos.

"Há duas componentes, as taxas de juro internacionais também subiram, portanto nesse aspecto o valor absoluto da nossa taxa tem a ver com isso. O problema mais complicado é que nós temos subido mais do que os outros países. O 'spread' na dívida tem aumentado mais, isso significa que temos de ter mais cuidado em termos de política orçamental", afirmou.

No entanto, admitiu que a "confiança é uma coisa muito volátil" e afirmou que a "questão dos 4% teve mais a ver com expectativa de inflação a nível internacional do que propriamente com o que se passa em Portugal".

"É claro que o problema é que como a nossa dívida tem uma taxa mais alta, o facto de as taxas de juro internacionais subirem afeta-nos mais fortemente, porque os nossos encargos com a dívida são maiores. Há esse factor que não depende de nós. O que depende de nós é procurarmos garantir que vamos reduzir a dívida e ter uma política mais sustentável nessa matéria".

Teodora Cardoso considera que a situação resulta de "um conjunto de circunstâncias", admitindo que "não é fácil de dizer que há um elemento específico".

"Este elemento da confiança que é uma coisa difusa, mas [a subida das taxas de juros] significará que os mercados não estão convencidos de que aquilo que estamos a fazer seja suficiente para garantir que a nossa dívida é sustentável", reforçou.

E acrescentou: "O facto de neste ajustamento orçamental haja uma parte muito importante que efectivamente vem de despesas de investimento e ao mesmo tempo haja despesas muito rígidas, como é o caso das despesas com o pessoal que estão a subir, não é um factor de confiança na sustentabilidade da dívida portuguesa".

Além disso, a discussão em torno da eventual nacionalização do Novo Banco também é penalizadora: "Essa questão é mais uma que vai incidir sobre dois sectores onde estamos mais frágeis, o financeiro e o impacto que isso possa ter nas contas públicas. São coisas que não vão a favor do objectivo que se queria que era reduzir a dívida e reduzir os juros", disse.



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comentários mais recentes
Y Há 1 semana

Esta carcaça está a falar do quê? Emigra

A sério? Há 1 semana

2, 4 de deficite não te chega? Vai ta po caralho ahahhahahahahahaha Carrega Costa

Anónimo Há 1 semana


PRINCÍPIO DA IGUALDADE, justiça, confiança, proporcionalidade (Ler com atenção se for membro do TC)

Então há dinheiro para pagar aos atuais pensionistas, e não há dinheiro para pagar aos futuros pensionistas?

Mas que justiça é esta?...

As pensões, sejam elas altas ou baixas, devem ser calculadas pela mesma fórmula para todos, atuais e futuros pensionistas!

Para restsurar a confiança Há 1 semana

Era passar a pagar salarios justos a empregados e não, desproporcionados salários a administrações e amigos, que nada produzem, cheios de mordomias onde o ordenado, depos dos descontos, é para guardar.

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