Economia The Economist: Portugal e Grécia são provas do fracasso da austeridade

The Economist: Portugal e Grécia são provas do fracasso da austeridade

Publicação britânica diz que previsões de crescimento para Portugal mostram a Bruxelas que o País não está "a distanciar-se de forma segura" da Grécia.
The Economist: Portugal e Grécia são provas do fracasso da austeridade
Negócios 19 de julho de 2013 às 13:27

Portugal e Grécia são os temas de um artigo da revista britânica “The Economist”, cujo título é uma expressão equivalente a “Nas lonas”. A publicação faz um retrato da situação económica e política em ambos os países, e conclui que nenhum deles está pronto para “dar o salto”.

 

“Os custos de dois anos de austeridade incessante derrubaram a coligação governamental de Pedro Passos Coelho, provocando uma crise política”, escreve a publicação, acrescentando que a última reviravolta foi o pedido dirigido por Cavaco Silva ao CDS, PSD e PS para que chegassem a um pacto de salvação nacional.

 

No entanto, escreve o “The Economist”, “o abismo entre os partidos de centro-direita e os socialistas é tão grande que as hipóteses de um acordo são pequenas”.

 

O artigo explica que o objectivo do Presidente da República era dar aos investidores e aos credores internacionais a garantia de que os partidos continuavam empenhados em implementar as condições do programa de ajustamento, e de que o futuro governo iria dar seguimento à disciplina orçamental.  

 

Contudo, depois de prolongar a crise política em Lisboa por mais algumas semanas, há o risco de não existir qualquer acordo, e de o País continuar a ser governado por uma coligação “instável”, e com a ameaça de eleições antecipadas “com resultados imprevisíveis”, acrescenta a revista britânica.  

 

Sobre a Grécia, a publicação destaca as dificuldades em implementar as medidas de austeridade necessárias para que o país continue a receber financiamento externo, incluindo a reforma da Administração Pública. Atenas tem de cortar, pelo menos, 15 mil funcionários públicos.

 

O artigo recorda as mais recentes previsões do Banco de Portugal, que apontam para um crescimento do PIB de apenas 0,3% em 2014, e acrescenta que “é pouco provável” que estas previsões reforcem a confiança em Portugal, na Grécia, e em toda a Zona Euro, de que a austeridade está a funcionar. Mais importante ainda, não dão esperanças a Bruxelas de que Portugal esteja “a distanciar-se de forma segura da Grécia” nem a seguir os passos da Irlanda.




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mais votado Falta coragem á UE! 19.07.2013

Enquanto a Europa não acordar para os problemas internos relacionados com o Euro vamos andar a definhar até colapsar. Não é possível ter uma moeda única sem politica e económica e monetária comum. Ou se assume os problemas de alguns como um todo ou então o euro tem os dias contados.

comentários mais recentes
jupiter2001 Há 4 semanas

O problema é que a preguiça e incompetência só desaparecem com o agravar da austeridade.

Anónimo Há 4 semanas

O grande problema aqui são os interesses instalados que jamais serão eliminados...o governo é controlado pelos grupos económicos, temos corrupção, não temos justiça, temos aproveitamento politico, acredito que se fossemos governados por um grupo estrangeiro, imparcial, tipo de um pais nórdico, Islândia, noruega, onde existe justiça social, então as gorduras seriam eliminadas, acabar-se-ia as reformas milionárias, fundações com prejuízo, swaps, bancos privados a serem capitalizados por capital publico, benefícios a grupos económicos, gestores públicos a ganharem vencimentos impensáveis, offshores, subsídios atribuídos a quem não produz..etc...

mares Há 4 semanas

Do artigo do "The eonomist" pode-se concluir que Portugal e Grécia não vão cumprir o acordo. Quanto à Irlanda, esta está em um outro campeonato.

Anónimo Há 4 semanas

Expliquem-em que eu sou burro... qual é o "contrário" da austeridade? Em números, com aritmética, sff, que de verborreia estou farto.

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