Ambiente Tirar o Ministério da Agricultura de Lisboa? "Faria sentido", diz o Governo

Tirar o Ministério da Agricultura de Lisboa? "Faria sentido", diz o Governo

Capoulas Santos entende que “faria sentido” tirar o Ministério da Agricultura de Lisboa mas, quando questionado sobre se o Governo o fará, responde com outras soluções.
Tirar o Ministério da Agricultura de Lisboa? "Faria sentido", diz o Governo
Miguel Baltazar/Negócios
Negócios 30 de novembro de 2017 às 09:53

"Faria sentido" tirar o Ministério da Agricultura de Lisboa, considera Capoulas Santos, sem assumir compromissos. Porque o Governo tem vindo a compensar a retirada dos balcões concelhios "através das associações agrícolas", alega o ministro.

"Sim, faria sentido" tirar o ministério da Agricultura de Lisboa, responde, em entrevista ao Público e à Rádio Renascença.

"Fiz toda a minha carreira como funcionário do Ministério da Agricultura e o que mais me entristeceu nos últimos anos, fruto de vários governos, foi ter visto o sucessivo desmantelamento do ministério e particularmente nas zonas onde mais devia estar, que era nos territórios rurais. Retirou os seus balcões concelhios onde estava o apoio aos agricultores e concentrou-os nas sedes distritais e nas sedes regionais".

É uma medida para reverter? "Nós temos vindo a reverter essa situação e a compensar de uma forma que se tem revelado bastante positiva, que é através das associações agrícolas que foram ocupando esse espaço", responde o ministro.

Na entrevista, Capoulas Santos reconhece que terá "alguma responsabilidade" pelo que aconteceu este Verão, marcado por mais de cem mortes devido aos fortes incêndios que deflagraram no país e em particular no interior.

O ministro da Agricultura considera que o "mais importante" dos diplomas da reforma da floresta é o que "cria as entidades de gestão florestal que visam criar condições para que o minifúndio possa ter dimensão", integrado em cooperativas ou empresas que terão incentivos fiscais "e que irão florestar de acordo com planos de gestão florestal", com espécies específicas.

Esta é, para o ministro, a melhor forma de garantir investimento em espécies autóctones, por oposição ao pinheiro e ao eucalipto, de retorno mais rápido.




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