Política Todos os cidadãos podem homenagear Mário Soares

Todos os cidadãos podem homenagear Mário Soares

O cortejo fúnebre vai percorrer alguns dos principais pontos da cidade de Lisboa, parando na Câmara de Lisboa e no Largo do Rato. A urna fica em câmara ardente nos Jerónimos e o funeral está marcado para terça-feira, às 15:30, no cemitério dos Prazeres.
Todos os cidadãos podem homenagear Mário Soares
Pedro Catarino
Bruno Simões 08 de janeiro de 2017 às 20:59

As cerimónias fúnebres de Estado de Mário Soares vão percorrer uma grande parte da cidade de Lisboa, hoje e amanhã. A urna com os restos mortais do Presidente da República vai ficar em câmara ardente no Mosteiro dos Jerónimos a partir das 13:00 desta segunda-feira, mas antes disso vai percorrer as principais artérias do centro da capital. O cortejo parte da residência de Soares às 11:00 e deve chegar à Câmara Municipal de Lisboa meia hora depois.

Pelo meio, a comitiva vai passar por algumas das principais artérias lisboetas, que vão estar "totalmente encerradas à circulação" nesse momento, informou a Câmara de Lisboa. Depois de sair da residência de Mário Soares, no Campo Grande, o cortejo vai passar pela Avenida da República, praça do Saldanha e Avenida Fontes Pereira de Melo, contornando depois a rotunda do Marquês de Pombal. Nessa altura, desce a Avenida da Liberdade, prosseguindo pelo Rossio, Rua do Ouro e Rua do Comércio.

O cortejo pára depois na Praça do Município, por volta das 11:30, em frente aos Paços do Concelho, onde terá lugar uma breve cerimónia. Nessa ocasião, a urna de Mário Soares será transferida para um armão, um veículo militar puxado por cavalos que já fora utilizado na cerimónia de trasladação de Eusébio para o Panteão Nacional. A partir daí, o cortejo segue com "escolta a cavalo da Guarda Nacional Republicana" até ao Mosteiro dos Jerónimos, com chegada prevista para as 13:00.

Marcelo e Ferro intervêm nos Jerónimos

A urna ficará em câmara ardente na Sala dos Azulejos do Mosteiro dos Jerónimos, "aberta a todos os cidadãos" até à meia-noite. Na terça-feira de manhã, a câmara ardente estará novamente acessível aos cidadãos entre as 8:00 e as 11:00. Pouco depois, às 13:00, realiza-se a sessão solene evocativa de homenagem a Mário Soares, no claustro do Mosteiro dos Jerónimos, na qual intervêm os Presidentes da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e da Assembleia da República, Ferro Rodrigues. Será também transmitida uma mensagem em vídeo do primeiro-ministro, que está na Índia.

O cortejo fúnebre deixa então o Mosteiro dos Jerónimos e dirige-se ao Cemitério dos Prazeres. Pelo caminho vai fazer breves paragens em frente ao Palácio de Belém, à Assembleia da República e junto à Fundação Mário Soares. A urna segue depois para o Largo do Rato, onde está igualmente prevista uma breve paragem à frente da sede nacional do PS. O cortejo segue depois para o Cemitério dos Prazeres, onde às 15:30 se realiza o funeral, precedido de honras fúnebres.

António Costa não interrompe a visita à Índia e envia mensagem

O Governo decretou três dias de luto nacional a partir desta segunda-feira pela morte de Mário Soares, mas António Costa, de visita à Índia, vai estar ausente do funeral do ex-Presidente, uma decisão que mereceu críticas de alguns deputados do PSD, como Carlos Abreu Amorim. Costa vai participar na sessão solene de homenagem a Mário Soares, amanhã, através de uma mensagem em vídeo. O primeiro-ministro garantiu ainda que, durante o período de luto nacional, vai eliminar "os momentos menos formais da visita" de Estado à Índia, que termina na próxima quinta-feira. A Convenção da Diáspora indiana fez este domingo um minuto de silêncio em memória de Soares.




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comentários mais recentes
JARANES Há 1 semana

O VERDADEIRO SOCIALISMO
Ficamos a saber pela voz da filha de Mário Soares que este tinha por hábito deslocar-se a França, levando com ele desvalidos das zonas pobres de Lisboa e levava-os a almoçar e jantar nos restaurantes chiques de Paris e fulaneava com eles pelo Cartier Latin.
Tudo muito chique e muito socialista.

Resposta de JARANESa JARANES Há 1 semana

digo, Quartier Latin.

NORTON Há 1 semana

Fez por Portugal mas também por razões pessoais porque era o seu futuro politico que estava em causa

Pedro Castanheiro Há 1 semana

É vergonhoso o desfasamento entre a análise mediática à morte de Soares e a realidade que se sente nos comentários e nas redes sociais. Nem a morte de Mobutu teve tanta ausência de contraditório. Só mostra que efetivamente a democracia em Portugal é ainda uma criança.

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