Justiça Trabalhadores da PT avançam ainda este ano com acções em tribunal contra Altice

Trabalhadores da PT avançam ainda este ano com acções em tribunal contra Altice

Os funcionários da PT que foram transferidos para outras empresas começarão a intentar os primeiros processos em tribunal contra a Altice até dia 22 deste mês, disseram esta segunda-feira dirigentes dos sindicatos representativos destes trabalhadores.
Trabalhadores da PT avançam ainda este ano com acções em tribunal contra Altice
Lusa 11 de dezembro de 2017 às 20:36

As primeiras acções judiciais serão relativas aos 37 trabalhadores da área da informática da PT Portugal cujos contratos de trabalho foram passados para a empresa Winprovit, através do recurso a uma figura legal da "transmissão de estabelecimento".

 

"Vai dar entrada até ao próximo dia 22 [de Dezembro] o processo relativo à Winprovit, metido pelo Sinttav e STPT", disse hoje o porta-voz dos sindicatos dos trabalhadores da PT, Jorge Félix, aos jornalistas.

 

Do Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual (Sinttav) são 15 os trabalhadores que vão interpor ações em tribunal e do Sindicato dos Trabalhadores do Grupo Portugal Telecom (STPT) deverão ser dois os funcionários que avançam com processos legais.

 

As acções são tanto contra a PT/Meo como contra a empresa para a qual foram transferidos, sendo o objectivo dos trabalhadores a reversão do processo pelo qual mudaram de empresa e o regresso ao seu local de trabalho original da PT.

 

As acções relativamente aos outros trabalhadores abrangidos por esta decisão da PT serão colocadas em tribunal já em 2018.

 

A operadora de telecomunicações PT, detida há dois anos pela francesa Altice [que tem Patrick Drahi - na foto - como chairman], tem sido alvo de protestos por motivos laborais.

 

No Verão provocou muita polémica a mudança de 155 funcionários da PT para outras empresas - Tnord, Sudtel, Winprovit e ainda Visabeira -, recorrendo à figura jurídica de transmissão de estabelecimento. Destes, 27 já rescindiram contrato com a empresa.

 

Os trabalhadores que passaram para outras empresas mantêm os direitos laborais contratuais que tinham na PT mas apenas durante 12 meses, como definido na lei, pelo que os sindicatos temem que possa haver despedimentos terminado esse prazo.

 

Dos 128 trabalhadores que eram da PT e que estão agora noutras empresas, nem todos decidiram que vão avançar com processos em tribunal.

 

Dos que avançarem, cada sindicato irá pôr os processos relativamente aos seus associados, ainda que a estratégia jurídica a usar tenha sido decidida em comum entre os advogados dos sete sindicatos.




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comentários mais recentes
Anónimo 26.12.2017

É bom que os sindicalistas portugueses se comecem a habituar às rondas de despedimentos quando estas são mais do que necessárias em determinada organização porque sem gestão de recursos humanos não existe equidade e sustentabilidade económica, criação de riqueza, nem soberania nacional. Adaptem-se à evolução civilizacional.

Anónimo 12.12.2017

A idiotice esquerdista impera, se forem despedidos quem acha que vai pagar o subsidio de desemprego? é os Socraste os Granadeiro os Baba ou os Salgados?
Os Pt e as Oi com uma divida colossal comprou as falência de quem?
Se Altice entrar em default de quem vai ser a culpa do governo Ps também?

anonimo 12.12.2017

A idiotice direitola impera, se forem despedidos quem acha que vai pagar o subsidio de desemprego? é você e todos os contribuintes
A Altice com uma divida colossal comprou a falência de quem?
Quando a Altice entrar em default de quem vai ser a culpa do governo também?

Anónimo 11.12.2017

...Depois da Altice comprar uma falência ainda tem que estar a aturar estes trochas , deveria era fazer despedimento colectivo destes gosmas...

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