Política Monetária Trabalhadores do Banco de Inglaterra ameaçam primeira greve em mais de 50 anos

Trabalhadores do Banco de Inglaterra ameaçam primeira greve em mais de 50 anos

Os efeitos da saída da União Europeia - que depreciaram a libra e pressionaram a inflação - estão a fazer-se sentir no vencimento do pessoal da segurança e da manutenção, cuja actualização está limitada a 1% ao ano.
Trabalhadores do Banco de Inglaterra ameaçam primeira greve em mais de 50 anos
Paulo Zacarias Gomes 03 de julho de 2017 às 12:39
Poderá ser a primeira vez em mais de 50 anos que funcionários do Banco de Inglaterra realizam uma greve. O motivo da paralisação, convocada esta semana - e noticiada pelo Financial Times - é o vencimento do pessoal de manutenção e segurança da instituição liderada por Mark Carney (na foto).

A braços com os efeitos da saída da União Europeia - desde o dia anterior ao referendo do Brexit a libra depreciou quase 12% e a inflação ronda os 3% -, os trabalhadores do Banco de Inglaterra têm no entanto o aumento dos seus vencimentos limitado a um tecto de 1% por ano.

Isto porque, explica a mesma publicação, a instituição optou por seguir as mesmas regras do sector público, onde os aumentos de salários estão limitados a 1% ao ano até 2020.

A paralisação está marcada para 31 de Julho e deverá durar quatro dias, prometendo o sindicato Unite tornar o edifício-sede "efectivamente inoperável." Um cenário que a autoridade monetária não antevê, esperando em alternativa que se resolva o diferendo com os trabalhadores a tempo de evitar a greve.

"O sindicato colocou a greve a votação junto de cerca de 2% dos colaboradores. Se a paralisação avançar, o banco tem planos em curso para que todas as localizações continuem a operar efectivamente," afirmou a instituição em comunicado.

No total, o banco central tem mais de quatro mil trabalhadores. Segundo o The Telegraph, o banco gastou no ano passado 271 milhões de libras com salários , contra 253 milhões em 2015.



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mais votado Anónimo 03.07.2017

Para salvar o excedentarismo de carreira ou "a dignificação" da alocação vitalícia de factor produtivo trabalho sem qualquer procura e justificação no sector público o governo PS reduziu o investimento público em bens de capital necessários em áreas muito importantes com crescente procura e incontestável pertinência. Por isso, alguns portugueses têm agora direito ao crematório público como o de Pedrógão, ao roubo de armas de guerra nos paióis como o de Tancos e ambulâncias do INEM paradas à noite por esse país fora... Que mais avanços "a pensar nas pessoas" estarão para chegar a Portugal devido à constituição socialista, à anacrónica lei laboral e ao sindicalismo troglodita? Viva a Frente Comum. Viva o socialismo lusitano e o fim da austeridade.

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Anónimo 03.07.2017

Mais Horta Osórios precisam-se. Os ingleses até os vêm buscar a Portugal. O despedimento de colaboradores excedentários tem de deixar de ser um tabu. A pirataria sindical arruína com organizações inteiras, economias inteiras e Estados inteiros.

Anónimo 03.07.2017

Em Inglaterra, economia muito rica e desenvolvida numa sociedade justa, livre e amplamente democrática, o Royal Mail tem automatizado os serviços, que são crescentemente automatizáveis, e despedido excedentários com a mesma naturalidade com que um ciclista com corpo são em mente sã em Cascais se desviaria do percurso que o levaria à estatelar-se fatalmente nas profundezas da Boca do Inferno. "The group - which last month saw its privatisation complete with the sale of the Government's final stake for just over £591 million - is also axing jobs and reducing costs across the business to help shore up its balance sheet, cutting its workforce by nearly 3,000 in the past six months alone." www.gazetteandherald.co.uk/news/towns/swindon/14093847.Parcel_machine_destined_for_Swindon_as_Royal_Mail_job_cuts_expected/

Anónimo 03.07.2017

A redução no número de postos de trabalho reduziu o número de funcionários da função pública do Reino Unido para o mesmo nível que tinha da década de 1940. "Job cuts to shrink civil service to 1940s size" https://www.thetimes.co.uk/article/job-cuts-to-shrink-civil-service-to-1940s-size-5blwv2z6qmd

Anónimo 03.07.2017

Há países que implementam reformas com vista à equidade e à sustentabilidade que permite alcançar a prosperidade antes de falirem e sem terem que chamar ajuda externa: "os aumentos de salários estão limitados a 1% ao ano até 2020."

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