Zona Euro Troika regressa a Atenas para discutir segunda avaliação ao memorando

Troika regressa a Atenas para discutir segunda avaliação ao memorando

Começam esta segunda-feira as conversações entre as autoridades gregas e a troika no âmbito da avaliação ao cumprimento do memorando de entendimento assinado no Verão de 2015.
Troika regressa a Atenas para discutir segunda avaliação ao memorando
David Santiago 17 de Outubro de 2016 às 13:14

A troika está de regresso à Grécia. A partir desta segunda-feira, 17 de Outubro, vão iniciar-se as negociações tendo em vista aquela que é já a segunda avaliação ao cumprimento do memorando de entendimento.

 

Como refere o jornal grego To Vima, as equipas técnicas dos credores e parceiros já se encontram em Atenas, tendo como objectivo atalhar caminho para as conversações que serão encabeçadas, lá para o final desta semana, pelos representantes oficiais da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu, do Mecanismo Europeu de Estabilidade e ainda do Fundo Monetário Internacional.

 

Segundo o To Vima o objectivo do ministro grego das Finanças, Euclid Tsakalotos, passa por concluir esta segunda avaliação trimestral (trata-se apenas da segunda devido aos sucessivos atrasos para completar a primeira avaliação) antes do final de Novembro, e assim poder levar novamente a discussão, ao Eurogrupo agendado para 5 de Dezembro, em torno do alívio da dívida pública helénica. Atenas conta com o apoio do FMI, que tem insiste na necessidade de um alívio "incondicional" da dívida helénica, e do qual a instituição liderada por Christine Lagarde faz depender uma participação financeira neste terceiro resgate grego. 

 

Ainda de acordo com o diário grego, a marcar esta avaliação do cumprimento do programa de assistência helénico, que pode ascender aos 86 mil milhões de euros num período de três anos, estará o andamento da reforma ao mercado laboral. Isto tendo em conta que as divergências acerca das privatizações e da criação de um novo fundo de privatizações parecem já dirimidas.  

 

Por outro lado, será a implementação de 33 acções prioritárias por parte das autoridades helénicas a ocupar o essencial da agenda das equipas de trabalho que irão analisar o cumprimento, ao nível técnico, das medidas estipuladas pelo memorando de entendimento.

 

Na semana passada, os ministros das Finanças do bloco do euro decidiram desbloquear parte da segunda tranche prevista no programa de assistência financeira à Grécia, considerando que Atenas implementou com sucesso as 15 reformas estruturais com que há um ano se comprometeu em troca do recebimento do terceiro resgate em cinco anos.

 

A demora em avançar com estas reformas consideradas primordiais pela troika levou a um atraso superior a seis meses da libertação da segunda tranche, só validada em Maio após cumprida a primeira avaliação da troika. Em Maio último, o Eurogrupo decidiu então avançar com 10,3 mil milhões de euros, um valor muito próximo dos 11 mil milhões previstos no memorando.

 

Contudo, nessa altura os ministros das Finanças da Zona Euro libertaram somente 7,5 mil milhões de euros, ficando o restante dependente da adopção das referidas 15 reformas estruturais, com o Eurugrupo a considerar que Atenas apenas tinha aplicado duas dessas reformas.

 

Mas na semana passada, do desembolso de 2,8 mil milhões de euros adiado para depois deste Verão, o Eurogrupo decidiu apenas desbloquear 1,1 mil milhões, retendo os remanescentes 1,7 mil milhões, cuja libertação ficou condicionada à evolução do pagamento de dívidas do Estado, designadamente a fornecedores. Tendo ficado as autoridades gregas de apresentar dados actualizados sobre esta questão até ao final do presente mês.




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