Américas Trump acorda aumento do tecto da dívida dos EUA

Trump acorda aumento do tecto da dívida dos EUA

O acordo entre republicanos e democratas teve a bênção do presidente norte-americano. Ligação entre o aumento da capacidade de endividamento federal e o pacote de ajuda por causa do Harvey e do Irma foi fundamental para evitar o default dos EUA a partir de dia 29.
Trump acorda aumento do tecto da dívida dos EUA
Reuters
Paulo Zacarias Gomes 06 de setembro de 2017 às 19:28
O presidente norte-americano anunciou esta quarta-feira que acordou um aumento do tecto da dívida nos Estados Unidos por três meses, até meados de Dezembro, um esforço que inclui a verba destinada a apoiar as vítimas do furacão Harvey no Texas e a atenuar os possíveis efeitos do Irma, o furacão que está a aproximar-se da Florida.

A confirmação foi feita por Donald Trump aos jornalistas, a bordo do Air Force One, momentos depois de os democratas no Congresso terem anunciado o acordo com os republicanos.

Sem esta ampliação, ainda que temporária, o governo federal ficaria impedido de se financiar nos mercados ou mesmo de reembolsar obrigações ou pagar contas. A acontecer tal cenário, segundo a Reuters, o rating de crédito dos EUA poderia ficar penalizado e, no limite, a situação poderia desencadear uma recessão.

"Chegámos sobretudo a um acordo, e penso que esse acordo será muito bom. Tivemos um encontro muito, muito profissional," afirmou o líder dos EUA, numa referência à reunião com os líderes dos dois partidos no Congresso. O pacote de ajuda às vítimas dos furacões, de 7,9 mil milhões de dólares, foi a alavanca que permitiu a aprovação da extensão do tecto da dívida, apesar do voto contra de três republicanos.

Essa ligação entre o pacote de ajuda e o aumento da capacidade de endividamento já tinha, aliás, sido defendida pelo secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, que pedia uma decisão até 29 de Setembro. Sem extensão dos limites, o apoio às vítimas ficaria em risco, argumentou em entrevista à Fox citada pelo The New York Times. 

A ideia foi acolhida pelo líder da maioria republicana no Senado e obteve depois o assentimento dos líderes democratas tanto na Câmara dos Representantes como no Senado, permitindo elevar o limite de 19,8 biliões de dólares antes de 29 de Setembro e assim evitar uma situação potencial de default dos EUA. 

No final de Agosto, Trump chegou a responsabilizar o líder republicano na Câmara dos Representantes, Paul Ryan, e o seu homólogo no Senado, Mitch McConnel, pela "confusão" que impedia, na altura, a aprovação do aumento do tecto do endividamento federal.



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