Américas Trump avisa: relação com a Rússia está num nível "perigosamente baixo"

Trump avisa: relação com a Rússia está num nível "perigosamente baixo"

O chefe de Estado norte-americano responsabiliza o Congresso por ter viabilizado um novo pacote de sanções à Rússia e reconhece a degradação das relações com Moscovo.
Trump avisa: relação com a Rússia está num nível "perigosamente baixo"
Reuters
Paulo Zacarias Gomes 03 de agosto de 2017 às 15:16

O presidente norte-americano responsabilizou o Congresso pelas sanções reforçadas à Rússia que teve de promulgar, considerando que a relação entre Washington e Moscovo está num nível "perigosamente baixo".

"A nossa relação com a Rússia está num nível histórica e perigosamente baixo. Podem agradecer ao Congresso, aos mesmos que nem nos conseguem dar cuidados de saúde," escreveu no Twitter, numa referência ao impasse para derrubar e substituir a reforma do sistema de saúde denominada Obamacare.


A mensagem do presidente – que não concretiza quais as consequências desse nível de relação "perigosamente baixo" é publicada um dia depois de Donald Trump ter assinado a proposta legislativa do Congresso que torna efectivas as sanções aprovadas pelo Congresso.

Uma assinatura que no entanto mereceu críticas do presidente, que considerou que o texto - que pretende punir a alegada interferência de Moscovo nas presidenciais norte-americanas do ano passado e pela anexação da Crimeia - continha "falhas significativas" e "várias disposições claramente inconstitucionais".

Também esta quarta-feira o chefe da diplomacia russa se referiu ao reforço de sanções – que neste caso se aplicam sobretudo ao sector energético - como "perigoso": "É uma linha política de vistas curtas e até mesmo perigosa que se arrisca a minar a estabilidade [em todo o mundo]", afirmou Sergueï Lavrov, num comunicado citado pela agência France Presse e pela Lusa.

No domingo, e em resposta à decisão dos EUA terem aprovado a extensão das sanções, o presidente Vladimir Putin já tinha confirmado a ordem de retirada de 755 diplomatas norte-americanos de solo russo, uma medida que Moscovo defende como pretendendo igualar o número de diplomatas russos a trabalhar nos EUA.

"Esperámos por muito tempo que talvez algo mudasse para melhor. Tivemos essa esperança de que a situação mudasse de alguma forma mas, tendo tudo em conta, se houver mudança não será em breve. Decidi que é tempo de mostrarmos que não deixaremos nada por responder," afirmou Putin na altura, citado pela agência noticiosa Interfax.

"Ninguém deve duvidar que a Rússia protegerá e defenderá os seus interesses. (…) Acreditamos que esta política de sanções é de vistas curtas, ilegal e infrutífera," acrescentou por outro lado aos jornalistas esta quarta-feira o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

O que dizem as sanções

As sanções aprovadas pelo Congresso deverão ser aplicadas a pessoas e entidades que ponham em causa a cibersegurança nos EUA em nome do Governo russo, invistam determinados valores nos pipelines de exportação da Rússia, façam transacções "significativas" com agências russas da defesa e inteligência, cometam ou participem em abusos graves dos direitos humanos, cometam actos de corrupção "significativa", apoiem o Governo sírio na compra de armas ou invistam (ou facilitem o investimento) de pelo menos 10 milhões de dólares na privatização ou em quaisquer bens estatais que possam beneficiar injustamente responsáveis do Governo.

Na sua mão, de acordo com esta proposta, o presidente tem um leque de 12 possíveis sanções a aplicar nestes casos, que passam entre outras pelo congelamento de bens, revogação de vistos e proibição de exportações a partir dos EUA.

Além da Rússia, o diploma inclui ainda sanções a aplicar ao Irão e à Coreia do Norte.




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mais votado Anónimo 03.08.2017

Venha a III Guerra Mundial com o nuclear todo a ver se damos uma oportunidade ao planeta que nós já não temos solução.

comentários mais recentes
Anónimo 03.08.2017

Este palerma do Trump, é mesmo um anormal e depois culpa sempre os outros dos seus insucessos!!! Que banana de gajo!

Anónimo 03.08.2017

Venha a III Guerra Mundial com o nuclear todo a ver se damos uma oportunidade ao planeta que nós já não temos solução.

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