Américas Trump classifica como 'notícias falsas' acusações de ter feito ataques sexuais

Trump classifica como 'notícias falsas' acusações de ter feito ataques sexuais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou hoje como "notícias falsas" as alegações de que teria feito vários assaltos sexuais ao longo dos anos.
Trump classifica como 'notícias falsas' acusações de ter feito ataques sexuais
Reuters
Lusa 16 de outubro de 2017 às 22:52
Trump respondia a uma pergunta feita durante uma conferência de imprensa na Casa Branca, sobre uma intimação judicial que teria sido feita à sua campanha eleitoral para que fornecesse documentos relacionados com alegações de assédio sexual feitas contra si.

Durante a campanha eleitoral para as presidenciais de 2016, Trump foi alvo de várias acusações de assédio e ataque sexual.

Trump afirmou: "Tudo o que posso dizer é que são notícias completamente falsas -- apenas falsas. É falso. É fabricado. E é vergonhoso que aconteça".

Acrescentou também que "isto acontece no mundo da política".

A questão surgiu na vaga de alegações de assédio e ataque sexual contra uma das principais figuras de Hollywood, Harvey Weinstein, que as teria protagonizado ao longo de décadas. Weinstein foi despedido da empresa de produção cinematográfica que ajudou a criar.

Segundo o sítio BuzzFeed News a injunção foi emitida em Março, já depois de Trump ter sido investido presidente dos EUA e sucedeu-se a uma queixa por difamação depositada por Summer Zervos, uma antiga candidata da emissão de 'reality show' "The Apprentice" (A Aprendiz, em Português) apresentada durante várias temporadas por Trump.

Segundo esta queixa, o multimilionário fez "várias declarações mentirosas e difamatórias" contra Zervos.

Esta acusou-o de a ter acariciado tentado abraçá-la à força, em 2007, num hotel em Los Angeles, quando era apenas um rico homem de negócios.

A ordem judicial emitida à equipa de campanha eleitoral de Trump obriga-a a entregar à justiça o conjunto dos documentos, que tivesse em seu poder, a ligados a "qualquer acusação" feita ao então candidato republicano e reprovação por "ter submetido" uma mulher "a contactos sexuais não consentidos e/ou a comportamentos sexuais desapropriados".



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