Américas Trump deixa cair promessa eleitoral e assume que défice orçamental é para manter

Trump deixa cair promessa eleitoral e assume que défice orçamental é para manter

O presidente dos EUA assumiu que o seu governo vai manter o défice público na próxima década, ao apresentar a proposta de orçamento para 2019, e que quer financiar o muro com o México e cortar programas sociais e ambientais.
Trump deixa cair promessa eleitoral e assume que défice orçamental é para manter
Lusa
Lusa 13 de fevereiro de 2018 às 07:49

Donald Trump apresentou na segunda-feira uma proposta orçamental para financiar o governo federal com 4,4 biliões de dólares (3,6 biliões de euros) para o ano orçamental 2019, que começa em 01 de Outubro, se bem que esteja por esclarecer se será aprovado no Congresso, uma vez que na semana passada os congressistas já aprovaram um ambicioso plano de gastos.

 

"Não podemos equilibrar o orçamento. Espero que haja algum valor em ser honesto sobre a situação orçamental", afirmou o director do Gabinete de Gestão e Orçamento da Casa Branca, Mick Mulvaney, durante uma conferência de imprensa.

 

O que ficou claro da proposta orçamental da Casa Branca é que Trump, que defendeu durante a campanha eleitoral uma maior disciplina orçamental e a eliminação do défice orçamental nas contas públicas, confessou que não poderia cumprir este objectivo tradicional dos republicanos, apontou a jornalista Lucía Leal, em artigo publicado na agência Efe. 

 

A proposta orçamental de Trump aumenta o défice público para 984 mil milhões de dólares no ano orçamental 2019, o que equivale a 4,7% do produto interno bruto (PIB) e é quase o dobro do que o plano de gastos apresentado há um ano previa para o mesmo período.

 

O governo de Trump assegura que pretende reduzir gradualmente o défice a partir de 2020, com o objectivo de o situar em 363 mil milhões de dólares em 2028, o que representaria então, pelos cálculos agora feitos, o equivalente a 1,1% do PIB.

 

"O que queremos fazer é mudar a trajectória das contas públicas" e para isso há que "cortar de forma extraordinária os gastos", disse Mulvaney.

 

Não é certo, porém, que a proposta orçamental de Trump para 2018 venha a ser realidade, uma vez que o Congresso já aprovou na semana passada um plano que estabeleceu os níveis de financiamento do governo para os próximos dois anos e aumentou em 300 mil milhões de dólares os gastos em defesa e programas nacionais.

 

Mas este objectivo geral tem de se traduzir em propostas concretas de despesa, com a Casa Branca confiada em que vai convencer os congressistas a investirem nas suas prioridades e cortar em programas como os das ajudas sociais.

 

A proposta orçamental inclui uma verba de 1,6 mil milhões de dólares para construir um muro com 104 quilómetros na fronteira com o México, que se estende por 3.180 quilómetros. O muro seria edificado na zona do vale do Rio Bravo, no Estado do Texas.

 

O plano de Trump prevê ainda aumentar o gasto com a Defesa, cortar em 32% o orçamento do Departamento de Estado, em 34% as verbas da Agência de Proteção Ambiental, que eliminaria a maioria dos programas relacionados com as alterações climáticas, e o dinheiro destinado a programas sociais, como os seguros médicos para idoso e pobres, os designados Medicare e Medicaid.

 




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comentários mais recentes
Anónimo Há 6 dias

Uma grande parte ja` esta` feita; vao` ver se la esta` algum muro; emcontrarao uma curtina metalica repleta de outras armadilhas sufisticadissimas a prova de rato!

Anónimo Há 1 semana

O corrigir do deficit e` para mais tarde; agora e` preciso investir trilioes para recuperar do estrago feito pelos seus antessessores, Clinton , Bush e Obama .

General Ciresp Há 1 semana

Se nao fosse o jornalista a fazer todo este ESTRUGIDO,diria q ele muitas das vezes tem de fazer das tripas coracao.Temos aqui o MURO como exemplo.

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