Política Trump está a avaliar introdução de tarifas sobre as importações

Trump está a avaliar introdução de tarifas sobre as importações

Reince Preibus, o próximo chefe de gabinete da Casa Branca, terá dito que uma das hipóteses em cima da mesa é a introdução de uma tarifa de 5% sobre as importações, avança a CNN.
Trump está a avaliar introdução de tarifas sobre as importações
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Rita Faria 22 de dezembro de 2016 às 10:03

A equipa de transição de Donald Trump está a estudar a possibilidade de impor tarifas sobre as importações estrangeiras, para impulsionar a produção do país, avança a CNN esta quinta-feira, 22 de Dezembro.

A iniciativa que está a ser analisada pelo presidente eleito vai ao encontro do tema da sua campanha – "a América primeiro" – mas já está a fazer soar os alarmes entre os interesses empresariais e a facção republicana pró-comércio.

De acordo com a CNN, que cita fontes próximas de Washington, Reince Preibus, o próximo chefe de gabinete da Casa Branca, terá dito que uma das hipóteses em cima da mesa é a introdução de uma tarifa de 5% sobre as importações.

Segundo as mesmas fontes, a reacção à proposta foi de forte oposição. Priebus terá sido alertado de que essa imposição poderia desencadear guerras comerciais e penalizar os esforços da nova administração para impulsionar o crescimento económico.

À CNN, uma organização da comunidade empresarial, disse estar preocupada com a perspectiva de imposição de tarifas sobre as importações que, a seu ver, passarão uma factura pesada aos consumidores e à indústria.
 

"Essa taxa de 100 mil milhões de dólares para os consumidores e para a indústria dos Estados Unidos imporia pesados custos à economia, especialmente ao sector manufactureiro e aos trabalhadores norte-americanos, com repercussões políticas altamente negativas", refere a organização.

Os travões no livre comércio foram um elemento central da campanha de Donald Trump, que prometeu rasgar o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA, na sigla inglesa) com o México e o Canadá, e chegou a ameaçar retirar os Estados Unidos da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Trump também prometeu adoptar uma linha mais dura contra outros parceiros comerciais internacionais, falando quase sempre de forma dura da China, mas muitas vezes incluindo aliados tradicionais dos EUA, como o Japão. 




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mais votado Slater 22.12.2016

Claro! Chama-se a isso regredir! Então você acha que agora cada país, cada bloco económico deve fechar-se sobre si próprio? Olhar só para o seu umbigo?
Vamos ver até que ponto esse Trump consegue levar a dele avante. Duvido muito, essa estratégia acaba por não beneficiar ninguém, como já se antevê pelas reações internas.

comentários mais recentes
Anónimo 22.12.2016

Acho bem. Não devem meia dúzia de pessoas enriquecerem à custa do Povo. Neste momento é o que falta na Europa, pessoas com esta visão.O modelo de globalização existente só é bom para meia dúzia de personalidades porque o Povo não conta. É por acaso que o dinheiro está mais concentrado?

fcj 22.12.2016

Claro! Economias (e política) não podem jogar em campo aberto, transparente e justo! Começa a queda do Ocidente "livre"... Simultaneamente nasce o império livre da China!

Anónimo 22.12.2016

..admitir a China em tal mercado, sem mais, é o mesmo que admitir ao jogo um parceiro que trás cartas viciadas e esperarmos ingenuamente que nós é que vamos ganhar ao parceiro!

Anónimo 22.12.2016

Alguém tem de pôr um fim a esta farsa da globalização segundo a qual este mundo em que vivemos é um mercado único, global e de livre concorrência, onde cada um é livre de colocar os seus produtos mas onde a regra do jogo pode variar de jogador para jogador.

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