Américas Trump fala de união depois de campanha divisionista

Trump fala de união depois de campanha divisionista

Uma campanha que dividiu o país, cujos pedaços Donald Trump quer agora juntar. No discurso de vitória, perto das oito da manhã em Lisboa, Trump acabou por dizer que o país tem uma dívida de gratidão a Hillary Clinton pelo trabalho feito.
Alexandra Machado 09 de Novembro de 2016 às 08:37

Começou um movimento, acredita Donald Trump que fez o seu discurso de vitória como 45.º Presidente eleito, discurso no qual prometeu não desiludir os americanos. "Vamos fazer um grande trabalho". Deixou mensagens que tentou ser de união para os americanos, mas também mensagens para o exterior, salientando estar disponível para se dar bem com todas as outras nações "dispostas a darem-se bem connosco".

Prometeu duplicar o crescimento económico e reconstruir o país, com obra pública que dará trabalho a muitos americanos. "Agora que a campanha terminou, o nosso trabalho neste movimento está realmente agora a começar. Temos de começar a trabalhar para o povo americano".


E "no final de dois, três ou eventualmente oito anos dirão que foi algo que foi algo que nos orgulhamos muito", acrescentou, para apelar à união dos americanos. "Nenhum homem ou mulher será novamente esquecido". 

Apelos à união foram muitos no discurso no qual agradeceu à família, aos apoiantes e a quem esteve ao seu lado na campanha: "A todos os republicanos, democratas e independentes em toda a nação, digo que é agora tempo de nos juntarmos como um povo unido". E também por isso mesmo para quem não votou nele e não o apoiou prometeu estar lá para "apoiar, guiar e unir o nosso grande país". 

Promete, por isso, "ser o Presidente de todos os americanos. E isso é tão importante para mim. Grande país foi dito várias vezes pelo presidente eleito, que tomará posse a 20 de Janeiro de 2017, sucedendo no cargo a Barack Obama. Será o 45.º Presidente dos Estados Unidos, e dos poucos que não serviu antes o Estado, nem de forma civil nem militar.

É o movimento, que começa agora, constituído por milhões de trabalhadores, homens e mulheres, que amam o seu país e querem um "melhor, e glorioso futuro para eles e a sua família". É um movimento, acrescentou, que "integra raças, religiões, passados e crescença que querem, e esperam, que o nosso Governo sirva o povo e servir o povo irá".

Será um trabalho conjunto, mas com uma tarefa dificíl e a pensar no sonho americano. Puxou pelo seu passado e pela sua vida de empresário para dizer que fará o mesmo pela América. "Vai ser uma coisa linda", expressou, ladeado pela família, e junto a uma fileira de bandeiras norte-americanas.  Trump prometeu "e
mbarcar num projecto de crescimento nacional e rejuvenescimento", dizendo que irá "chamar os melhores e mais talentosos em benefício de todos. Vai acontecer". Prometeu duplicar o crescimento económico, reconstruir estradas, pontes, túneis, as infra-estruturas. Não falou do muro a dividir os Estados Unidos do México que falou durante a campanha.

Falou para o povo americano, mas não só. Prometeu que enquanto presidente se dará bem com todas as nações que estejam disponíveis para "se darem bem connosco". Reclama o destino da nação, tal como no Reino Unido os apelos ao Brexit indicavam: tomar as rédeas novamente do país. Trump fala, agora, de "temos de reclamar o nosso destino", apelando sempre ao patriotismo: "A América já não está preparada para ser menos do que a melhor".


Será desafiador e arrojado e purá a América primeio. "Lideraremos justamente com toda a gente. Com todas as pessoas e nações". Promete parceria e não conflito. 

Foi um discurso de sorrisos e de agradecimento, que pretendeu ser também de união. Até admitir poder ficar oito anos, ou seja, dois mandatos presidenciais. Terminou sob aplausos e gritos de "USA" e ao som da música dos Rolling Stones "You Can't Always Get What You Want" (Nem sempre é possível ter o que se quer). Uma música escolhida ao calhas, ou um recado? 


No final, no entanto, deixou uma mensagem de futuro: os americanos terão orgulho do seu Presidente, que será o de todos os americanos. "É uma honra", declarou, concluindo o discurso: "Amo este país".


(Notícia actualizada com mais informação)

 

 



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comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

Trump vem a Portugal dizer que ha discriminação . os tugas fp são obrigados a trabalhar 48 anos. os sr-militares a brincar as guerras virtuais só brincam uns 36 anos, GNR, POLICIAS FICAM SEM TESÃO PARA TRABALHAR AOS 60 ANOS E MAXIMO 36 DE DESCONTOS.SALAZAR TINHA MAIS RESPEITO PELOS TRABALHADORES

fpublico C/mais de 42 anos de TRABALHO/DESCONTOS ! Há 3 semanas

Trump vem a portugal falar sobre a grunhada e ciganos que passam dias nos bairros sociais a brincar com telemovel e fazer sexo e a ma..mar subsidios
tb vem dar ideias aos vigaristas e xico espertos que entram pro governo tesos k nem carapaus e ficam ricos, tipo SLN,BES,PPP_S, metro, tap, and so on

Anónimo Há 3 semanas

9/11 O REVERSO DE 11/9. DUAS FACES DA MESMA MOEDA!

HITLER TB FOI ELEITO!

Silva-Func.publico no ativo com mais de 42 anos Há 3 semanas

OS PRETOS AMERICANOS QUE RECEBEM SUBSIDIOS E PASSAM DIAS A BRINCAR, ESTÃO FU..DI.DOS. EM PORTUGAL O PRESIDENTE VAI AOS BAIRROS SOCIAIS VER OS TELEMOVEIS K CUSTAM 500€ , MAS K NÃO PAGAM RENDA DE CASA. NA ALTA DE LISBOA, OS MUSGUEIRENSES DEIXARAM DE PAGAR RENDA A GEBALIS, DICIDA JA VAI EM 30 MILHÕES€

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