Américas Trump pode deixar cair plano para baixar impostos aos mais ricos

Trump pode deixar cair plano para baixar impostos aos mais ricos

A taxa de imposto mais elevada deverá permanecer em 39,6%. No IRC a descida também não deverá ser tão elevada como se previa.
Trump pode deixar cair plano para baixar impostos aos mais ricos
JOSHUA ROBERTS
Nuno Carregueiro 23 de setembro de 2017 às 17:36

A descida generalizada de impostos foi uma das principais promessas de Donald Trump, que durante a campanha no ano passado prometeu aliviar o fardo fiscal das empresas e também dos contribuintes, inclusive dos mais ricos.

Há oito meses na Casa Branca, Trump não conseguiu avançar nesta frente. Em Abril o secretário do Tesouro chegou a anunciar um plano, com medidas concretas, mas que deverão ser alteradas depois das negociações no Congresso, que duram há vários meses mas estarão prestes a terminar.

 

É já na quarta-feira que deverá ser apresentada uma proposta nesta matéria por parte de um grupo de republicanos, conhecido por "big six", que inclui membros da administração de Trump e altos membros do congresso dos EUA.

 

Segundo a Reuters, este plano vai mostrar o quão longe o Governo norte-americano pretende ir no corte de impostos às empresas, sem dar a ideia que o objectivo passa por ajudar os mais ricos.

 

Por isso a taxa de imposto que incide sobre as empresas (IRC) deverá descer para um intervalo entre 18 e 23%, face aos actuais 35%. Mas a taxa mais elevada que é suportada pelos contribuintes (IRS) deverá permanecer nos 39,6%.

 

 O plano inicial passava por descer o IRC para 15% e reduzir o número de escalões de IRS para três, com a taxa do mais elevado a ficar nos 35%.

 

"Não vão cortar a taxa de imposto mais elevada", prevê Stephen Moore, membro do think tank Heritage Foundation e que ajudou a desenhar o plano fiscal de Trump durante a campanha.

 

Uma opção que não deverá ser bem vista por muitos republicanos da Casa dos Representantes, que estão a fazer conta com a descida desta taxa.

 

No que diz respeito à descida do IRC, Trump tem defendido que é a melhor forma de criar empregos e aumentar salários, embora muitos critiquem a medida por a verem como um forte benefício para os accionistas das grandes empresas.

 

Há vários meses que os membros do "Big Six" – inclui o secretário do Tesouro Steven Mnuchin e Gary Cohn, o conselheiro económico de Trump – estão a trabalhar neste plano. Mas segundo a Reuters, ainda não será esta quarta-feira que se vai saber como vai o Governo norte-americano financiar esta descida de impostos. 


"Os detalhes que têm saído cá para fora das reuniões do ‘Big Six’ mostram claramente que vai haver um alívio fiscal sem precedentes para os mais ricos e para as grandes empresas", afirmou esta semana o senador democrata Ron Wyden.

 

O objectivo da reforma fiscal passa também por incentivar o repatriamento de capitais que as empresas norte-americanas têm fora dos EUA. Segundo a Reuters, a taxa a aplicar a estes capitais (estima-se um total de 2,6 biliões de dólares) deverá ser de 3,5% caso haja lugar a reinvestimentos, e 8,75% para dinheiro e equivalentes.  




A sua opinião2
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
General Ciresp Há 4 semanas

Portugal tornou-se o primeiro pais pela mao da gerigonca e radicais a valorizarem as bacterias infecciosas.As boas esganam-se para nao perturbarem o andamento da banalidade.

Anónimo Há 4 semanas

Falta dizer que a taxa actual de 39,6% se aplica a rendimentos que excedem 418.400 dólares. Por cá aplicam 48% aos rendimentos que excedem 80.000 mil euros. Uma pequeníssima diferença!

pub