Mundo Trump quer reforçar a capacidade do armamento nuclear dos EUA

Trump quer reforçar a capacidade do armamento nuclear dos EUA

Como é habitual, Donald trump recorreu ao Twitter para anunciar mais uma polémica intenção. O presidente eleito dos Estados Unidos advoga que o país tem de reforçar e expandir a sua capacidade nuclear de defesa.
Trump quer reforçar a capacidade do armamento nuclear dos EUA
Reuters
David Santiago 22 de Dezembro de 2016 às 19:01

O presidente eleito norte-americano, Donald Trump, defendeu esta quinta-feira, 22 de Dezembro, que os Estados Unidos devem "reforçar consideravelmente" a sua capacidade nuclear para ver se o resto do mundo "ganha juízo".

 

"Os Estados Unidos têm de reforçar consideravelmente e expandir a sua capacidade nuclear até um ponto em que o mundo ganhe juízo em relação às armas nucleares", escreveu Trump esta quinta-feira na sua conta na rede social Twitter.

Esta afirmação deixa subentendida a intenção de Trump de apoiar o reforço do investimento dos Estados Unidos na modernização do seu arsenal nuclear. A agência Reuters nota que a tríade de armamento nuclear dos EUA – mísseis balísticos submarinos, bombardeiros e mísseis terrestres – deverá atingir o limite de vida-útil atribuído a este tipo de armamento ao longo da próxima década.

 

Esta agência noticiosa acrescenta, citando estimativas realizadas por organizações independentes relativamente ao Pentágono norte-americano, que a manutenção e modernização do arsenal nuclear representaria um custo aproximado de um bilião de dólares nos próximos 30 anos.

 

Durante a campanha eleitoral que lhe garantiu a vitória nas presidenciais do passado dia 8 de Novembro, Trump defendeu a necessidade de os EUA reabilitarem o seu exército tendo, em paralelo, também prometido cortar os impostos, em especial sobre as empresas, e controlar a despesa federal.

 

Esta afirmação surge no dia seguinte ao presidente eleito se ter reunido com altas-patentes do Pentágono responsáveis pelos programas de aquisições do exército.

 

Numa altura de clara degradação das relações bilaterais russo-americanas, a Rússia decidiu, em Outubro, suspender o acordo com os EUA que prevê a destruição de toneladas de plutónio possivelmente utilizável na construção de armamento nuclear, invocando "acções hostis" de Washington. 




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