Américas Trump reforça proteccionismo no emprego e compras públicas

Trump reforça proteccionismo no emprego e compras públicas

O presidente americano aperta a fiscalização à entrada de estrangeiros qualificados e ameaça rever isenções previstas nos acordos de livre comércio se as empresas locais forem prejudicadas nos concursos do Estado.
Trump reforça proteccionismo no emprego e compras públicas
Reuters
Negócios 18 de abril de 2017 às 12:41

Donald Trump vai assinar esta terça-feira, 18 de Abril, dois decretos presidenciais para apertar a fiscalização ao programa de vistos temporários para trabalhadores estrangeiros qualificados e também para assegurar que as empresas americanas não são prejudicadas nos concursos públicos.

 

A assinatura do presidente vai ser colocada no papel durante uma visita à fabricante de ferramentas Snap-On, no Wisconsin, escreve a Reuters, que esteve presente num encontro com responsáveis da administração americana na Casa Branca. Quando se prepara para completar 100 dias na presidência, Trump não tem qualquer grande conquista legislativa, mas tem vindo a usar estas ordens executivas para tentar avançar com algumas medidas.

 

Seguindo o propósito "América Primeiro", que proclamou na tomada de posse no início deste ano, o sucessor de Barack Obama vai pedir a quatro departamentos federais para atacar as "fraudes e abusos" no sistema de imigração e assegurar que os vistos H-1B são mesmo destinados a profissionais com salários elevados e altamente qualificados, como cientistas, engenheiros ou programadores.

 

Por outro lado, o presidente eleito pelo Partido Republicano vai ordenar a várias agências que eliminem as "lacunas" no processo de compras por parte de entidades governamentais, analisando se as isenções previstas em acordos de comércio livre, que se aplicam a empresas oriundas de 60 países, estão a prejudicar as firmas locais nos concursos públicos. E "se se verificar que a América é um perdedor líquido" por causa desse factor, avisou um alto responsável citado pela agência de notícias, "essas isenções podem ser prontamente renegociadas ou revogadas".




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