Mundo Trump sinaliza acções militares de Pyongyang e reitera importância de resposta firme

Trump sinaliza acções militares de Pyongyang e reitera importância de resposta firme

O presidente dos EUA alertou para as movimentações militares feitas pela Coreia do Norte e insistiu na necessidade de a comunidade internacional se juntar para dar uma resposta "firme e determinada".
Trump sinaliza acções militares de Pyongyang e reitera importância de resposta firme
David Santiago 08 de agosto de 2017 às 13:20

Donald Trump publicou esta terça-feira, 8 de Agosto, dois tweets relacionados com a tensão com a Coreia do Norte, o primeiro sinalizando novas movimentações militares de Pyongyang e o segundo em que se regozija por finalmente a comunidade internacional se mostrar unida para responder "aos perigos" apresentados pelo regime norte-coreano.

 

O presidente dos Estados Unidos começa por partilhar uma notícia em que a Fox News revela que os serviços de informações norte-americanos detectaram a colocação de dois mísseis de cruzeiro anti-navio numa embarcação de patrulha mobilizada na costa leste do país.  

 


Segundo a Fox News, que cita fontes americanas, é a primeira vez desde 2014 que o regime comunista mobiliza este tipo de armamento.

 

Num segundo tweet, Donald Trump mostra-se satisfeito pelo facto de, no passado sábado, os 15 países com assento no Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas terem aprovado por unanimidade a imposição de novas sanções contra Pyongyang. A China, membro permanente do CS e principal aliado comercial e também político da Coreia do Norte, votou favoravelmente estas sanções, fragilizando a posição de Pyongyang que surge cada vez mais isolada na persistência em continuar a realizar testes com mísseis intercontinentais capazes de transportar ogivas nucleares.

 

"Depois de muitos anos de falhanços, os países estão a juntar-se para, finalmente, enfrentar os perigos representados pela Coreia do Norte. Temos de ser firmes e determinados", afirmou Trump.

 

Estes tweets do líder americano surgem depois de ontem Pyongyang ter ameaçado retaliar contra a nova vaga de sanções aplicadas ao país e que poderão implicar a perda de um terço das exportações norte-coreanas. O regime liderado por Kim Jong-un considera que as penalizações foram "fabricadas" e reitera o direito soberano de prosseguir o seu programa de desenvolvimento de armamento nuclear.

 

Com esta resposta, Pyongyang rejeitou o apelo feito pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, que tinha ontem afirmado que "o melhor sinal que a Coreia do Norte poderia dar-nos era mostrarem-se preparados para dialogar e pararem com estes lançamentos de mísseis". 

Fogo e fúria

Entretanto, o The Washington Post, citando um estudo da Agência de Informações do Departamento da Defesa, avançou ao final do dia que Pyongyang desenvolveu com êxito ogivas nucleares miniaturizadas a fim de as inserir em mísseis intercontinentais.

Trump, em reacção a esta notícia, fez uma advertência à Coreia do Norte, dizendo que quaisquer novas ameaças de Pyongyang serão recebidas com "fúria e fogo".

 

 




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