Américas Trump volta a atacar sector automóvel. Desta vez é a Toyota

Trump volta a atacar sector automóvel. Desta vez é a Toyota

O presidente eleito dos Estados Unidos voltou a atacar uma empresa do sector automóvel, a Toyota. Trump diz que se construtora que vender carros nos EUA tem de construí-los em solo americano.
Trump volta a atacar sector automóvel. Desta vez é a Toyota
Reuters
Negócios 05 de janeiro de 2017 às 18:33
Em dois dias, o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a atacar uma empresa do sector automóvel, condenando o fabrico de viaturas fora dos EUA e a sua posterior venda no país. Depois da General Motors, desta vez a visada foi a japonesa Toyota.

Na rede social Twitter, Donald Trump, afirmou: "A Toyota Motor disse que vai construir uma nova fábrica em Baja, no México, para construir o [modelo] Corolla para os Estados Unidos. DE FORMA ALGUMA! Construam uma fábrica nos Estados Unidos ou paguem um grande imposto aduaneiro".


Em reacção às palavras de Donald Trump no Twitter, as acções da Toyota que transaccionam em Nova Iorque (American Depositary Receipts) recuaram 0,72% para 120,32 dólares.

Os títulos da Toyota negociados em Wall Street reagiram em queda às palavras de Trump
Os títulos da Toyota negociados em Wall Street reagiram em queda às palavras de Trump

Na última terça-feira, 3 de Janeiro, Trump lançou criticas à General Motors (GM) pela produção do seu modelo Chevy Cruze no México, que é depois vendido nos Estados Unidos. Juntamente com a observação, Trump ameaçou que, caso a GM não passasse a produção do veículo para os EUA, seria sujeito ao pagamento de altas taxas alfandegárias, algo que escreveu também na mensagem em que hoje que aponta baterias à Toyota.

 

"A General Motors produz o Chevrolet Cruze em Lordstown, Ohio", afirma, por sua vez, o fabricante. Já o Chevrolet Cruze de cinco portas, com fracas vendas nos Estado Unidos e com destino ao mercado global, tem o seu processo de fabrico sediado no México.

Neste mesmo dia, a Ford tornou público que tinha decidido suspender a construção de uma nova fábrica no México, que representava um investimento de 1,6 mil milhões de dólares. A decisão pode ser encarada como uma sinal que as ameaças do presidente eleito às empresas, e que vão no sentido em que terão de pagar elevados impostos para vender os seus produtos nos EUA, estão a surtir efeito.

 

Em alternativa, a Ford vai investir 700 milhões de dólares (em torno de 672 milhões de euros) para expandir a capacidade da fábrica que tem em Flat Rock, no Michigan. Serão criados 700 postos de trabalho na unidade norte-americana, onde serão desenvolvidos automóveis autónomos e eléctricos. Já a próxima geração do Ford Focus será produzida na unidade mexicana de Hermosillo.

O CEO da Ford, Mark Fields, disse à CNN que este investimento no Michigan é um "voto de confiança" no novo ambiente de negócios que está a ser criado por Donald Trump, bem como na economia norte-americana.

 

Ainda assim, o CEO da construtora automóvel assegurou que esta decisão não foi tomada depois de qualquer negociação com o presidente eleito dos Estados Unidos. "Não fizemos nenhum negócio com Trump. Fizemos o nosso negócio", assegurou Fields, que comunicou a decisão da companhia a Trump e ao seu vice-presidente naquele dia.

No dia seguinte, o presidente eleito dos EUA agradeceu à construtora automóvel "por desistir de uma nova fábrica no México e criar 700 novos empregos nos EUA".

(Notícia actualizada às 18:43 com mais informação)




A sua opinião9
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Paulo 06.01.2017

No fundo ele nem está mal de todo, se na Europa fizessem o mesmo apesar de graves desvantagens, a economia junto com o PIB aumentaria bastante de certeza.

Limpem o bicho 06.01.2017

Uma balita na carola o homem é louco vaidoso e ignorante, uma mistura péssima, Kenedy foi despachado pela cia

Anónimo 05.01.2017

Essa e' boa; a Toyota esta' presentemente a produzir mais automoveis nos EU do que vende no pais.

nb 05.01.2017

"Ok então os americanos que tomem banho em Coca-Cola porque o mundo deixa de consumir" disse um anónimo. Não será tanto assim. A dita bebida que cá se consome, é pelo menos, embalada/engarrafada cá. Dá trabalho a alguém. É no fundo, isto que o homem pretende. Produz cá/consome cá.

ver mais comentários
Saber mais e Alertas
pub