Segurança Social TSU: CDS fala em "consequências graves" para a concertação social

TSU: CDS fala em "consequências graves" para a concertação social

Os centristas voltaram a não revelar qual será o seu sentido de voto quando o decreto-lei for chamado para apreciação no Parlamento. Mas disse que o partido "votou contra uma medida parecida no último ano".
TSU: CDS fala em "consequências graves" para a concertação social
Miguel Baltazar

O CDS-PP considera que o facto de o Governo não ter garantido condições políticas no Parlamento para sustentar politicamente a solução de aumentar o salário mínimo ligado à redução da TSU (taxa social única) para os patrões é um "desastre e irresponsabilidade" que vai ter "consequências graves" na concertação social.


As palavras são da líder centrista, Assunção Cristas, esta terça-feira, 17 de Janeiro, em Lisboa no final da reunião com a UGT, no âmbito da sua ronda com os parceiros sociais para discutir os efeitos do possível chumbo no Parlamento da descida da TSU.


Para Cristas, o facto de o Governo "não ter garantido previamente condições políticas no Parlamento" tem "consequências graves, na fragilização da concertação social, pilar da democracia". O acordo assinado com a maioria dos parceiros, disse, "parece estar em fortíssimo risco, porque uma parte do acordo não vai poder ser cumprida porque o Governo não reuniu condições".


A líder do CDS-PP, que disse discordar do financiamento do aumento do salário mínimo através da Segurança Social e defendeu que deve sair do Orçamento do Estado, recordou que o partido "votou contra uma medida parecida no último ano".

Mas voltou a não querer antecipar qual será a orientação de voto nesta matéria, mesmo depois de informada pelos jornalistas que o Presidente da República já tinha promulgado o decreto-lei. "Aguardamos com alguma serenidade até vermos o documento promulgado e publicado," afirmou.

O Governo chegou a acordo na concertação social, com patrões e UGT, para aumentar o salário mínimo este ano de 530 para 557 euros. Em troca, o Executivo comprometeu-se a baixar a TSU em 1,25 pontos percentuais para as empresas que pagam salário mínimo. 

O novo salário mínimo está em vigor desde 1 de Janeiro. Já o decreto-lei que concretiza a redução da TSU foi aprovada em Conselho de Ministros electrónico esta segunda-feira ao início da noite, tendo sido já promulgada esta manhã pelo Presidente da República.

O decreto-lei terá agora de ser publicado em Diário da República. Só depois Bloco, PCP e Verdes podem pedir a apreciação parlamentar para revogar a medida. O PSD anunciou na semana passada que votará ao lado dos parceiros do Governo pondo em causa o acordo de concertação social alcançado em Dezembro de 2016.
  


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mais votado Anónimo 17.01.2017


COSTA LADRÃO, em ação (sempre a roubar os trabalhadores e pensionistas do privado).

A austeridade dividiu os Portugueses.

Pois dividiu.

Os ladrões FP/CGA querem mais despesa para continuar a encher os bolsos...

à custa dos trabalhadores e pensionistas do privado que estão cada vez mais empobrecidos com os aumentos de impostos para os sustentar!

comentários mais recentes
Joao22 17.01.2017

Cada vez me sinto mais burro. Então sou eu que pago impostos que vou financiar o salario mínimo? As empresas pagam menos, os empregado recebem mais, e nos em geral pagamos mais impostos para cobrir aquilo que as empresas deixam de pagar. Golpada de mestre e os tugas continuam a engolir.

Cristas - cuidado! Diz não a tudo o que Costa te 17.01.2017

Cuidado Cristas não te deixes engolir pelo Costa. Não te esqueças, estamos com um aumento de 40% dos juros da divida, em apenas um ano de assalto ao poder pelo Costa! Estamos em bancarrota técnica!

Anónimo 17.01.2017


COSTA LADRÃO, em ação (sempre a roubar os trabalhadores e pensionistas do privado).

A austeridade dividiu os Portugueses.

Pois dividiu.

Os ladrões FP/CGA querem mais despesa para continuar a encher os bolsos...

à custa dos trabalhadores e pensionistas do privado que estão cada vez mais empobrecidos com os aumentos de impostos para os sustentar!

Anónimo 17.01.2017


A ladroagem de esquerda

PS LADRÃO, em ação (sempre a roubar os trabalhadores do privado).

COSTA LADRÃO aumenta impostos, aumenta dívida, aumenta despesa com salários e pensões dos FP-CGA…

e corta em tudo o resto!

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