Segurança Social TSU: "Posição do PSD não é murro na mesa mas será colossal tiro no pé"

TSU: "Posição do PSD não é murro na mesa mas será colossal tiro no pé"

Vieira da Silva acusou o PSD de "pirueta" na TSU e de ter dado sinais "errados" ao Governo quando defendeu que a redução da carga contributiva também se aplicasse às IPSS.
A carregar o vídeo ...
Marta Moitinho Oliveira 25 de janeiro de 2017 às 16:44

O ministro do Trabalho acusou esta quarta-feira, 25 de Janeiro, o PSD de mudar de posição quanto à descida da Taxa Social Única (TSU) por ir votar hoje pela eliminação desta medida. Vieira da Silva considera que esta opção tem a ver com a necessidade do PSD impor a sua liderança, mas acredita que esta decisão vai sair cara ao partido de Passos Coelho.


As declarações de Vieira da Silva foram feitas no Parlamento, durante o debate sobre a revogação da descida da TSU, marcado por iniciativa do Bloco de Esquerda e do PCP.


Trata-se de um "golpe político", de "táctica parlamentar", que vai penalizar as empresas, disse o governante referindo-se ao facto de o PSD ir votar ao lado do Bloco, PCP e Verdes para derrubar o decreto-lei do Governo.


"Há quem se deleite com o triunfo da táctica sobre a substância", acusou, dizendo perceber a decisão de Passos Coelho com a "necessidade do momento de uma liderança partidária sobre o que interessa verdadeiramente aos trabalhadores e as empresas". "Percebe-se para quem está atolado num lamaçal de contradições", atirou.

Vieira da Silva disse ainda que o PSD de hoje "não tem a mesma posição que o PSD de ontem". "Há já quem tenha identificado estas piruetas como um murro na mesa no marasmo da oposição", acusou Vieira da Silva, acrescentando que com esta posição o PSD está a atacar a concertação social e as empresas. "Não é um murro na mesa mas será um colossal tiro no pé", concluiu.

Antes Vieira da Silva voltou a defender que a redução da TSU beneficia mais as micro e pequenas empresas e avançou que, em 2016, o número de Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), Misericórdias, e associações mutualistas que beneficiaram desta medida foi de 2.827.

Vieira da Silva acusou ainda o PSD de dar sinais "errados" ao Governo, quando decorria o debate na concertação social sobre o aumento do SMN e a redução da TSU, ao ter vindo exigir que fossem abrangidas as IPSS com este alívio da carga contributiva.  

Com o chumbo da TSU certo, o Governo procura uma alternativa para compensar as empresas pela subida do SMN a 1 de Janeiro, de 530 para 557 euros.


A sua opinião23
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo 25.01.2017

O PS e o silvinha vieira estão que até se corroem por dentro! levaram um chuto dos parceiros da geringonça, e estão que nem podem! heheheh! Queriam manipular a AR e saiu-lhe so tiro pela culatra. Nem conseguem disfarçar o rancor!!!! Não fosse PPC estávamos agora a pagar a baixa da TSU !!

Anónimo 25.01.2017

E o PPC rindo-se baixando-se para mexer no pé, depois do ministro ter dito que o PSD deu um tiro no pé.
Tão infantilóide que até mete dó. Lolololol

Daniel 25.01.2017

Tão mal saiu o PSD desta... de uma assentada só renegou a ideologia fundadora do PPD/PSD, uma parte bem grande do seu eleitorado, as confederações patronais (históricamente próximas do PPD/PSD) e os seus sindicados (TSD, por exemplo e respectivos deputados também orgãos desse sindicato). Vão bem...

Anónimo 25.01.2017

Chamam eles a esta Fraude uma maioria parlamentar.

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub