Mundo Tufão Hato provoca três mortos e dois desaparecidos em Macau

Tufão Hato provoca três mortos e dois desaparecidos em Macau

Até às 14:15 locais (07:15 em Lisboa) as autoridades tinham registado 154 ocorrências em Macau e nas ilhas, entre as quais desmoronamentos, quedas de árvores e inundações.
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Lusa 23 de agosto de 2017 às 08:22

Três pessoas morreram e duas estão desaparecidas em Macau devido à passagem do tufão Hato, o mais forte desde há 18 anos, disse à Lusa fonte oficial dos Serviços de Polícia Unitários.

Segundo a mesma fonte, os mortos são um homem, de 62 anos e residente em Macau, que "caiu de um prédio", um outro homem, de 45 anos, turista da China, "atropelado por um camião", e ainda um outro homem, de 30 anos, trabalhador não residente, que "estava na rua e que não resistiu ao vento forte e bateu contra uma parede".

 

Na zona de Fai Chi Kei, no norte da cidade, duas pessoas estão dadas como desaparecidas.

 

Cerca das 14:30 locais (07:30 em Lisboa), os Serviços de Polícia Unitários ainda não tinham dados disponíveis em relação a feridos.

 

Até às 14:15 locais (07:15 em Lisboa) as autoridades tinham registado 154 ocorrências em Macau e nas ilhas, entre as quais desmoronamentos, quedas de árvores e inundações.

Os Serviços Meteorológicos e Geofísicos hastearam hoje às 11:30 (04:30 em Lisboa) o sinal 10 de tempestade tropical devido à aproximação do tufão Hato.

 

Esta é a primeira vez em 18 anos que é içado o sinal máximo de tempestade tropical em Macau, numa escala composta ainda pelos sinais 1, 3, 8, 9.

 

Os sinais são hasteados tendo em conta a proximidade da tempestade e a intensidade dos ventos.

 

A porta-voz dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos, Vera Varela, indicou à agência Lusa que, por volta das 12:00 (05:00 em Lisboa), foram registados ventos superiores a 130 quilómetros por hora e rajadas acima dos 200, os valores mais elevados desde que há registos.

 

Escolas, serviços públicos e transportes encontram-se paralisados desde que foi içado o sinal 8 de tempestade tropical pelas 09:00 (02:00 em Lisboa).

 

A Polícia de Segurança Pública (PSP) comunicou o encerramento, à excepção de casos urgentes, das três fronteiras terrestres de Macau com a China (Portas do Cerco, a mais movimentada, Flor de Lótus e Parque Industrial Transfronteiriço) às 13:00 (06:00 em Lisboa).

 

Tal deixou o território ainda mais isolado, dado que a aproximação do tufão Hato tinha obrigado já à suspensão das ligações marítimas de e para Macau e ao cancelamento e ou adiamento de aproximadamente uma centena de voos com partida ou chegada previstos para hoje.

 

Segundo informação divulgada pelas 14:30 (07:30 em Lisboa), os serviços do Aeroporto Internacional de Macau encontram-se suspensos até às 16:00 (09:00 em Lisboa).

 

O Hato tocou terra por volta das 12:00 (05:00 em Lisboa) na cidade de Zhuhai, na vizinha província chinesa de Guangdong.

 

Às 12:24 (05:24 em Lisboa), ocorreu um 'apagão' generalizado naquele território, disse à agência Lusa fonte da Companhia de Eletricidade de Macau (CEM), explicando que a eléctrica ligou de imediato os geradores locais. No entanto, cerca de uma hora e meia depois da avaria, a maioria dos residentes de Macau continuava sem energia.

 

O Centro de Proteção Civil (COPC) de Macau informou que vários reservatórios de água "foram influenciados" pelo corte de energia, alertando para limitações no fornecimento nas zonas altas da cidade. Já nas zonas baixas, no Porto Interior e na Ilha Verde, o COPC alerta para "graves inundações" devido ao transbordar do rio.

 

 




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