União Europeia Tusk diz que relação com os EUA é "a maior prioridade política" da UE

Tusk diz que relação com os EUA é "a maior prioridade política" da UE

O presidente do Conselho Europeu afirma que é preciso proteger as relações entre os Estados Unidos e a União Europeia "contra os seus inimigos". Segundo Donald Tusk é preciso uma relação transatlântica "o mais forte possível".
Tusk diz que relação com os EUA é "a maior prioridade política" da UE
Reuters
Lusa 03 de fevereiro de 2017 às 17:44

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, assegurou esta sexta-feira, 3 de Fevereiro, que a União Europeia continua a encarar como prioritária a relação como os Estados Unidos, apesar da apreensão de alguns líderes em relação ao novo Presidente americano, Donald Trump.  

 

"Não tenho dúvidas de que para todos nós essa é ainda a maior prioridade política, proteger a nossa relação com os Estados Unidos contra os seus inimigos", afirmou Donald Tusk, numa conferência de imprensa na cimeira europeia informal a decorrer hoje em La Valetta, em Malta.

 

"O que precisamos é de uma relação transatlântica o mais forte possível", declarou Tusk, que recentemente teceu duras críticas em relação à nova administração americana.

 

Na passada terça-feira, o presidente do Conselho Europeu qualificou como "preocupantes" as posições da nova administração Trump, afirmando na altura que as orientações de Washington pareciam "colocar em causa os últimos 70 anos de política externa norte-americana".

 

Estas declarações de Tusk constavam numa carta enviada aos chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE), missiva que teve o intuito de ser um contributo para o debate sobre o futuro da Europa na reunião informal em Malta. Na carta, Tusk abordou as "ameaças" com que a UE se confronta neste momento.

 

"Uma China crescentemente, chamemos-lhe assim, assertiva, especialmente nos mares; uma política agressiva da Rússia face à Ucrânia e aos seus vizinhos; guerras, terror e anarquia no Médio Oriente e em África, com o islamismo radical a desempenhar um grande papel, bem como declarações preocupantes da nova administração norte-americana tornam, em conjunto, o nosso futuro altamente imprevisível", escreveu o presidente do Conselho Europeu.

 

Tusk sublinhou a mudança política operada nos Estados Unidos, afirmando que "em particular coloca a União Europeia numa situação muito difícil, com a nova administração (de Donald Trump) a parecer por em causa os últimos 70 anos de política externa norte-americana".

 

Ainda sobre os Estados Unidos, Donald Tusk defendeu, numa parte posterior da carta de três páginas, intitulada "Unidos prevaleceremos, divididos cairemos", que a UE deve também tirar partido, a seu favor, da "mudança na estratégia comercial dos EUA" intensificando as conversações com outros parceiros.

 

Em La Valetta, o primeiro-ministro de Malta (país que ocupa a presidência rotativa da UE), Joseph Muscat, deu conta da preocupação dos líderes europeus "sobre algumas decisões tomadas (...) e certas atitudes" do Presidente americano.

Mas "não há qualquer sentimento anti-americano", assegurou Joseph Muscat, após um almoço dedicado à nova ordem mundial, incluindo sobre as duas primeiras semanas da Presidência Trump.

 

A vontade para dialogar com os Estados Unidos é "a mesma", mas "não podemos ficar calados se estiverem princípios em jogo", disse o primeiro-ministro de Malta.

 




A sua opinião2
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo 04.02.2017

Faz todo o sentido o que ele diz, mas esta' sozinho; o monhe' tem a maioria a seu lado, e prefere a formacao dum bloco < ANTI TRUMP>. que exclua os brancos europeus.

comentários mais recentes
Anónimo 04.02.2017

Faz todo o sentido o que ele diz, mas esta' sozinho; o monhe' tem a maioria a seu lado, e prefere a formacao dum bloco < ANTI TRUMP>. que exclua os brancos europeus.

conselheiro de estado 03.02.2017

Se estivermos atentos ja vimos dois casos q nos poem a pensar:logo q Trump deu o pontape de partida comecou por ilugiar Israel e Russia dias passados ja passaram para a lista negra,seguindo o caminho vamos acabar por ver a Australia como numero 1 de de Trump.And a apalpar o pulso aos poderosos slim

pub
pub
pub
pub