Função Pública UGT ameaça com greve na função pública

UGT ameaça com greve na função pública

A Federação de Sindicatos para a Administração Pública acusa o Governo de ignorar os sindicatos. E alerta para a possibilidade de greve caso a questão do descongelamento das carreiras não seja discutido.
UGT ameaça com greve na função pública
Bruno Simão/Negócios
Negócios 31 de agosto de 2017 às 09:40

A Federação de Sindicatos para a Administração Pública (Fesap), afecta à UGT, enviou uma carta ao ministro das Finanças, Mário Centeno, a pedir uma reunião de carácter urgente para debater o descongelamento das carreiras e o Orçamento do Estado. A missiva foi enviada na quarta-feira, conta o jornal Público, e se o Governo não responder, a Fesap admite avançar para greve.

Em causa está a aprovação do regime extraordinário das reformas antecipadas, aprovado na semana passada sem que os sindicatos da função pública tenham alegadamente sido consultados.

"O Governo desvaloriza o papel dos sindicatos e não respeita a lei da negociação colectiva, nem os compromissos assumidos", disse ao Público José Abraão, coordenador da Fesap.

O representante da Fesap relembrou ainda que tinha sido acordado com a anterior secretária de Estado um calendário negocial, mas "não é claro" se o Governo tem vontade de respeitar este acordo.

Caso não tenham resposta por parte do Governo, ou não haja abertura para negociar, a Fesap admite avançar para greve: "Estamos muito disponíveis para a luta se não houver negociações, até porque temos uma greve que foi aprovada no congresso da UGT, alertou José Abraão.




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mais votado Anónimo 31.08.2017

É fundamental que as sociedades, por causa das pessoas de todas as idades e por uma questão da mais elementar humanidade, tenham um sistema público de segurança social implementado e sempre em vigor. Esse sistema público de segurança social não pode é chamar-se direcção regional, administração regional, delegação regional, centro hospitalar, repartição de finanças, junta de freguesia, câmara municipal, escola secundária, faculdade, serviços municipalizados de transportes urbanos, sociedade de transportes colectivos, Águas de Portugal, CP, Carris, BdP, Novo Banco ou Caixa Geral de Depósitos. E isto é o que as esquerdas portuguesas, incluindo muitos centristas cata-vento e pseudo-direitolas, não compreendem.

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Anónimo 31.08.2017

Ninguém, seja da Comissão Europeia, do FMI, da OCDE ou de qualquer um dos governos das economias mais avançadas do mundo como as escandinavas, da Oceania ou coreana, querem mudar o mundo. Porque o mundo já mudou. Existe é quem não saiba ou queira aperceber-se disso mesmo.

Anónimo 31.08.2017

É fundamental que as sociedades, por causa das pessoas de todas as idades e por uma questão da mais elementar humanidade, tenham um sistema público de segurança social implementado e sempre em vigor. Esse sistema público de segurança social não pode é chamar-se direcção regional, administração regional, delegação regional, centro hospitalar, repartição de finanças, junta de freguesia, câmara municipal, escola secundária, faculdade, serviços municipalizados de transportes urbanos, sociedade de transportes colectivos, Águas de Portugal, CP, Carris, BdP, Novo Banco ou Caixa Geral de Depósitos. E isto é o que as esquerdas portuguesas, incluindo muitos centristas cata-vento e pseudo-direitolas, não compreendem.

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