Ajuda Externa UGT "percebe dificuldades" do Governo face a ameaças externas ao Estado Social

UGT "percebe dificuldades" do Governo face a ameaças externas ao Estado Social

O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, disse hoje que a central sindical compreende "as grandes dificuldades" do Governo em responder à alegada "tentativa do FMI de destruir" o Estado Social.
UGT "percebe dificuldades" do Governo face a ameaças externas ao Estado Social
Lusa 21 de fevereiro de 2014 às 13:47

Acusando a troika internacional (que reúne o Fundo Monetário Internacional - FMI, o Banco Central Europeu e Comissão Europeia) de "prestar um mau serviço às democracias do sul da Europa", Carlos Silva considerou que estas "estão muito pressionadas por uma certa ditadura da Alemanha em relação às metas orçamentais".

 

"Percebemos as grandes dificuldades do Governo português e dos restantes governos do sul da Europa em responderem a esta tentativa do FMI de destruir o Estado Social", disse o líder da UGT à agência Lusa, durante uma visita ao concelho de Arganil.

 

Na sua opinião, "o FMI está cego pela política de austeridade".

 

"A troika é incompetente, continua a não encontrar para Portugal o modelo correto que adaptasse o memorando de entendimento, assinado em Junho de 2011, em função das especificidades do país", adiantou.

 

O Estado Social "está em causa", estando "os indicadores sociais a esboroar-se, e nós temos de resistir contra isso", defendeu Carlos Silva.

 

O FMI "vem dizer é que é preciso poupar 2.000 milhões de euros", em 2015, "quando nós sabemos que o défice deverá estar nos 2,5%" no próximo ano, referiu, alertando que estarão em causa os salários, devendo sofrer "entre 2,5 e 5%" de diminuição.

 

Para Carlos Silva, "o desemprego é a grande chaga que se vive em Portugal", incluindo nos concelhos do interior.

 

"As câmaras municipais são também uma almofada e um apoio aos cidadãos", salientou, ao preconizar "soluções que possam ser partilhadas pelos vários parceiros", designadamente as autarquias e os sindicatos.

 

Para Carlos Silva, "há também uma necessidade de o interior do país evitar a desertificação" e a emigração.

 

"O país assistiu a um debandada de cerca de 220 mil pessoas", nos dois últimos anos, e "grande parte dessa emigração é qualificada", realçou.

 

O presidente da Câmara de Arganil, Ricardo Alves, disse que a criação de emprego é "a principal prioridade" da autarquia, apesar de a taxa de desemprego no concelho ser "abaixo da média nacional".

 

"Fazemos um esforço para criar um ambiente favorável ao investimento, incluindo de empresas de capital estrangeiro", declarou à Lusa o autarca do PSD.

 

O programa do secretário-geral da UGT em Arganil incluiu uma recepção na Câmara Municipal, além de visitas à Sulpastéis (uma empresa do ramo alimentar com mais de 100 trabalhadores) e à Santa Casa da Misericórdia de Arganil.

 

 




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mais votado Mama SUmae 21.02.2014

Vão ENGANAR o raio que vos parta a todos! Sindicatos?? Isso é tudo farinha do mesmo saco..., envelopes chorudos!!!

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Anónimo 21.02.2014

Infelizmente ha pessoas que tem de pagar antes de consumir,se tivessem feito isso com os governos portugueses,eramos um pais de fazer inveza ao mundo.Mas como aconteceu o inverso,metemos pena.Somos uns coitadinhos.

jorge 21.02.2014

UGT? o que é isso? é algum bar da cocha????

Anónimo 21.02.2014

ugt é sindicato?? loool palhaços apoiantes de neo nazis psd e cds

Anónimo 21.02.2014

Ó pá é melhor fechar portas e irmos todos embora e tu exportado para a conchichina para não ouvirmos mais as tuas parvoices, pois és um defensor de tudo o que se está a passar, trais todos os dias os trabalhadores.

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