Conjuntura Unidade da Fitch revê em alta crescimento de Portugal

Unidade da Fitch revê em alta crescimento de Portugal

A BMI Research prevê que a economia nacional cresça 2,5% este ano. Em 2018, deverá abrandar o ritmo de expansão, mas ainda assim os números também foram revistos em alta.
Unidade da Fitch revê em alta crescimento de Portugal
Sara Antunes 05 de setembro de 2017 às 12:12

"A recuperação da economia vai tornar-se cada vez mais desafiante, já que o rápido aumento do emprego que impulsionou o crescimento do PIB deverá abrandar fortemente nos próximos anos", realça a BMI, uma unidade do grupo Fitch.  

 

A BMI Research, que já tinha elevado as previsões de crescimento de Portugal de 1,4% para 2,3% este ano, voltou a rever as estimativas para a expansão da economia nacional. A última estimativa aponta agora para que o produto interno bruto (PIB) de Portugal cresça 2,5% este ano.

 

A nova previsão surge depois de terem sido conhecidos os dados do segundo trimestre do ano. O INE reviu em alta o crescimento económico do segundo trimestre do ano para 2,9%, o valor mais elevado em quase 17 anos, tendo estes dados sido conhecidos a 31 de Agosto.

Além de rever em alta as previsões para este ano, a BMI elevou também as estimativas para 2018. A previsão actual aponta para um crescimento da economia de 1,9% no próximo ano, o que compara com a estimativa anterior de 1,2%.

 

A unidade de análise explica que o abrandamento do ritmo da economia entre 2017 e 2018 reflecte o cenário previsto para o resto da Zona Euro, com a BMI a prever que a economia passe de um crescimento de 2,1%, este ano, para um aumento de 1,8% em 2018.

 

Mas, no caso de Portugal, o abrandamento é ainda justificado por outros dois factores: o crescimento do emprego e da produtividade. "Apenas um [destes factores] tem contribuído para a expansão desde o início de 2014 – e não é a produtividade. Nos últimos três anos, o PIB real cresceu em média 1,5% em termos homólogos, com o número de pessoas empregadas a crescer 1,8% - o que implica que o crescimento da produtividade, medida pela produção real por trabalhador, contraiu cerca de 0,3%", realça o relatório.

O BMI salienta que "aumentar o número de horas de trabalho" pode ajudar, mas é "improvável que dê um grande impulso" já que em Portugal "os trabalhadores já trabalham mais horas do que a média da OCDE."

 

Assim sendo, realça a mesma fonte, "o crescimento da produtividade terá de recuperar para que o crescimento português se mantenha a um ritmo próximo do registado nos últimos dois anos."




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mais votado GabrielOrfaoGoncalves 05.09.2017

Que o Jornal de Negócios não volte a apagar um comentário meu sem razão.

Escrevi um comentário que chegou a estar afixado e no qual se lia o seguinte:

«Se o crescimento for acompanhado por um igual crescimento da dívida, então teremos o mesmo rácio dívida/riqueza que já tínhamos. Só se a dívida descer em % da riqueza produzida é que estaremos a fazer progressos. Se a dívida aumentar em % da riqueza produzida, estaremos pior - seja qual for a taxa de crescimento. Quem está hoje em condições de garantir que as contas relativas a 2017 demonstrarão que a dívida pública desceu em relação ao PIB, relativamente ao ano anterior? Creio sinceramente que ninguém. Reformas estruturais, nem vê-las.»

Que o Jornal de Negócios não volte a apagar um comentário meu sem razão.

Gabriel Órfão Gonçalves
assinante do Jornal de Negócios

comentários mais recentes
IS 06.09.2017

É a mesma agência Fitch que afirma desde o início do ano estar atenta ao desempenho do governo no equilíbrio das contas públicas.

GabrielOrfaoGoncalves 05.09.2017

Que o Jornal de Negócios não volte a apagar um comentário meu sem razão.

Escrevi um comentário que chegou a estar afixado e no qual se lia o seguinte:

«Se o crescimento for acompanhado por um igual crescimento da dívida, então teremos o mesmo rácio dívida/riqueza que já tínhamos. Só se a dívida descer em % da riqueza produzida é que estaremos a fazer progressos. Se a dívida aumentar em % da riqueza produzida, estaremos pior - seja qual for a taxa de crescimento. Quem está hoje em condições de garantir que as contas relativas a 2017 demonstrarão que a dívida pública desceu em relação ao PIB, relativamente ao ano anterior? Creio sinceramente que ninguém. Reformas estruturais, nem vê-las.»

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Gabriel Órfão Gonçalves
assinante do Jornal de Negócios

Salvação de Portugal 05.09.2017

Bem haja Sr.Costa, Salvador de Portugal parecia Condenado á Fome, Miséria, Desemprego,a ser Roubado, Assaltado todos dias, Assim apareceu o Costa, que nos girou das unhas do Passos, Seguro, Cristas, Graças a Deus, Maioria absoluta já.

Surpresa! 05.09.2017

Até a Fitch é fixe!

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