Impostos Unidade de Grandes Contribuintes arrecadou 19,5 mil milhões em 2017

Unidade de Grandes Contribuintes arrecadou 19,5 mil milhões em 2017

Os números, ainda preliminares, foram divulgados esta quarta-feira no Parlamento pelo Secretário de Estado dos Assuntos fiscais que esteve numa audição sobre a anulação de 125 milhões de euros de impostos liquidados à Brisa.
Unidade de Grandes Contribuintes arrecadou 19,5 mil milhões em 2017
Miguel Baltazar

A Unidade dos Grande Contribuintes, da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) arrecadou em 2017 um valor de 19 mil milhões de euros em impostos, o equivalente a 45% do total da receita total. António Mendonça Mendes sublinhou que são ainda dados preliminares, mas apresentou-os aos deputados para demonstrar o trabalho e importância daquela Unidade.

 

Estes números comparam com 2016, quando a receita arrecadada junto dos grandes contribuintes foi de 15,7 mil milhões de euros, o que correspondeu a 39% do total da receita arrecadada em 2016, de 40,2 mil milhões de euros. Ou seja, um crescimento, na Unidade dos grandes contribuintes, de seis pontos percentuais de um ano para o outro.

 

António Mendonça Mendes esteve esta  quarta-feira, 24 de Janeiro, no Parlamento, na Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa numa audição pedida pelo Bloco de Esquerda na sequência da notícia avançada pelo Negócios de que a AT optou por anular uma liquidação de IRC no valor de 125 mil milhões de euros à Brisa.

 

Os deputados questionaram também o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais sobre o desempenho da Unidade de Grandes Contribuintes que, segundo o Tribunal de Contas, cobra pouco e é pouco eficaz.

 

O governante admitiu que é preciso "reforçar os meios" de que a Unidade de Grandes Contribuintes dispõe e que, disse, "são sempre escassos". Actualmente há 195 funcionários naquela Unidade, o que compara com 163 em 2015. "Temos de ver a melhor forma de os organizar e estamos neste momento em processo final de revisão da orgânica para criar novas divisões relacionadas com preços de transferência ou recolha de informação internacional, que é muita", adiantou António Mendonça Mendes.

 




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