Economia UTAO estima défice de 2,5% no primeiro semestre

UTAO estima défice de 2,5% no primeiro semestre

A UTAO estima que o défice em contabilidade nacional tenha ficado em 2,5% do PIB no primeiro semestre, melhor do que no período homólogo, mas acima da meta do Governo de 1,5% para o conjunto do ano.
UTAO estima défice de 2,5% no primeiro semestre
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 04 de setembro de 2017 às 20:21

"A estimativa para o défice do primeiro semestre de 2017 em contabilidade nacional [a que conta para Bruxelas] aponta para um valor central de 2,5% do PIB, o que representa uma melhoria face ao período homólogo, embora permaneça ainda aquém do objectivo anual para o défice definido no OE2017", que é de 1,5%, afirma a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) numa nota a que a agência Lusa teve acesso.

 

A confirmar-se a estimativa realizada pela UTAO, o défice orçamental deverá ter registado uma redução de 0,6 pontos percentuais do Produto Interno Bruto (PIB) em termos homólogos.

 

Também excluindo as medidas extraordinárias, como a entrega de aeronaves F-16 à Roménia realizada no segundo trimestre de 2016, o défice orçamental deverá ter registado igualmente uma redução de 0,6 pontos percentuais do PIB em termos homólogos, acrescenta a UTAO.

 

Apesar da melhoria em termos homólogos, a UTAO afirma que o défice até Junho "deverá ter registado um agravamento face ao observado nos três primeiros meses do ano", quando o saldo negativo das contas nacionais representou 2,1% do PIB.

 

Os especialistas que trabalham no parlamento admitem que esse agravamento pode ter "alargado a distância face ao objectivo definido para 2017, embora sem colocar necessariamente em causa o cumprimento da meta orçamental".

 

A confirmar-se O valor central da estimativa da UTAO, o défice do primeiro semestre terá aumentado 0,4 pontos percentuais do PIB face ao registado no primeiro trimestre, situando-se agora um ponto percentual do PIB acima do objectivo do Governo (de 1,5%, definido no Programa de Estabilidade 2017-2021).

 

"Pese embora o agravamento do défice que deverá ter ocorrido no segundo trimestre, é importante ter em conta que este resultado incorpora já o efeito de antecipação dos reembolsos do IRS em 2017, cujo impacto no défice orçamental se deverá diluir no decorrer do ano, uma vez que em contas nacionais o registo dos reembolsos segue uma óptica de caixa, idêntica à adoptada em contabilidade pública", explica a UTAO.

 

Os resultados da execução orçamental até Junho evidenciam um aumento de reembolsos de IRS face a 2016 em 1.100 milhões de euros, que na execução orçamental de Julho se reduzem para 500 milhões de euros, recorda a UTAO.

 

Os técnicos que apoiam os deputados da Comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa afirmam ainda que esta estimativa não inclui ainda o eventual impacto que a operação de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos (CGD), realizada no primeiro trimestre, possa vir a ter no défice apurado em contas nacionais.

 

O Eurostat remeteu para este mês a decisão sobre impacto da recapitalização da CGD no défice.




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comentários mais recentes
Anónimo 05.09.2017

Comentador Não Avençado só comes a palha que tu queres comer, ninguém te obriga a nada! Se não gostas da opinião dos outros, não a comas! Portanto, vai à tua vida e Desaparece!

Comentador NÃO AVENÇADO 04.09.2017

Gosto, oh se não gosto, dos comentários que entram em total delírio, sonhando com o inferno! Inferno em quem nem os mais crentes PSDs CDSs acreditam que exista ou que venha aí! Caros comentadores, não tendes mesmo mais que fazer? - Ide tratar de vida.

Anónimo 04.09.2017

As cativações vão aparecer em força no 2° semestre! Não ficaria muito admirado que em 2017 o défice ficasse abaixo de 1% do PIB. Mas cuidado que as cativações têm um efeito limitado a longo prazo nos Orçamentos de Estado.

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