União Europeia Valls quer que França e Alemanha evitem "colapso" da União Europeia

Valls quer que França e Alemanha evitem "colapso" da União Europeia

O primeiro-ministro francês reconhece que a vitória de Donald Trump nos EUA torna possível que Marine Le Pen, a candidata da extrema-direita em França, possa vir a ser eleita Presidente. E lembra a importância do eixo franco-alemão para o Velho Continente.
Valls quer que França e Alemanha evitem "colapso" da União Europeia
Paulo Zacarias Gomes 17 de Novembro de 2016 às 15:05

A menos que a França e a Alemanha respondam às preocupações dos cidadãos e desenvolvam políticas de crescimento e emprego, a Europa está ameaçada de colapso. O diagnóstico é do primeiro-ministro gaulês, deixado esta quinta-feira, 17 de Novembro, na capital alemã.

"A Europa está em perigo de colapsar. (…) Por isso a Alemanha e a França têm uma grande responsabilidade," afirmou Manuel Valls, citado pela Reuters, durante um evento organizado em Berlim pelo jornal alemão Sueddeutsche Zeitung.

As declarações de Valls surgem pouco mais de uma semana depois da vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, que analistas afirmam que poderá vir a ter influências nos actos eleitorais do próximo ano na Europa – quando França e Alemanha vão às urnas, nomeadamente resultando na chegada ao poder de políticos populistas.

No caso de França, a candidata da Frente Nacional Marine Le Pen é vista nas sondagens como podendo vir a ser eleita Presidente – o próprio Valls o reconheceu hoje: "O que mudou no mundo e na Europa desde 8 de Novembro [dia das eleições nos EUA] é que isso é possível."

Já na Alemanha, a crise dos refugiados fez subir nas sondagens e reforçar-se nas eleições regionais o movimento Alternativa para a Alemanha, AfD. Ainda esta quinta-feira, à CNBC, Frank Hansel, um responsável do partido, afirmou que a vitória de Trump pode ajudar a inverter sentimentos anti-americanos na Europa e melhorar a relação entre os dois continentes. "Temos de mudar um pouco o clima em relação aos Estados Unidos na Europa e penso que a eleição de Trump ajuda a tranquilizar a situação," afirmou.

Além das eleições francesa e alemã, existe ainda o risco de um acto eleitoral antecipado na Itália, caso o referendo constitucional marcado para 4 de Dezembro seja desfavorável à reforma proposta pelo Governo. Em caso de queda do Executivo de Matteo Renzi, o movimento 5 Estrelas de Beppe Grillo prefigura-se como possível vencedor numa segunda volta.

Valls defendeu que a França deve continuar a abrir a sua economia, enquanto a Alemanha e a União Europeia devem estimular o investimento e a criação de emprego. E recordou que o eixo franco-alemão tem feito frente, nos últimos anos, a questões como a crise migratória, o terrorismo ou o Brexit.

Sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, o primeiro-ministro avisa que uma negociação que dê todas as vantagens a Londres sem os inconvenientes abre a porta para que mais Estados-membros deixem a UE.




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comentários mais recentes
SÍTIO MUITO MANHOSO Há 2 semanas


...O COLAPSO DO QUE NUNCA EXISTIU ? COMO PODE SER ?

O QUE EXISTE É UM BANDO DE GATUNOS, QUE NÃO FORAM ELEITOS POR NINGUÉM E QUE SE SENTAM NUM EDIFÍCIO QUE FOI PAGO COM O DINHEIRO DE TODOS, E QUE ROUBAM PRÍNCIPESCAMENTE OS POVOS , POIS SALÁRIOS É QUE NÃO SÃO !!!

A "europa" NUNCA EXISTIU !!!

Qual união? Há 2 semanas

Não serve os povos, serve apenas 500 parasitas. Referendem quero sair desta Desunião.

Car Álvaro Há 2 semanas

Vá apresentar queixa na esquadra. Quem me roubou foi a direita.

Álvaro Há 2 semanas


Comemorações Oficiais

FP . CGA – 40 ANOS A ROUBAR OS TRABALHADORES E PENSIONISTAS DO PRIVADO


AS PENSÕES DOURADAS DA CGA

As reformas mais antigas são as mais elevadas porque tiveram fórmulas mais favoráveis.

São também aquelas em que as pessoas se reformaram/aposentaram com menos idade.

Por isso devem ter os maiores cortes.


Ex: Muitas pessoas reformaram-se/aposentaram-se com 36 anos de descontos e 54 de idade.
Ou seja, muitas dessas pessoas vão estar mais anos a receber a pensão, do que os anos que trabalharam e descontaram.
Basta que vivam até depois dos 90 anos, o que se verifica com cada vez mais pessoas.

Pergunta: Estas pessoas fizeram descontos suficientes para terem a pensão que recebem?

Resposta: Não, nem para metade.

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