Economia Venizelos deverá recusar mandato para tentar formar governo

Venizelos deverá recusar mandato para tentar formar governo

Líder do Pasok, se for chamado a tentar formar Governo como terceiro partido mais votado, irá solicitar ao Presidente que convoque uma reunião entre todos os partidos, para marcar novas eleições ou formar um governo de unidade nacional.
Nuno Carregueiro 09 de Maio de 2012 às 08:33


Evangelos Venizelos, líder do partido que ficou em terceiro lugar nas eleições da Grécia, não deverá aceitar o mandato para formar Governo, case falhem as negociações entre o Syriza e os restantes partidos de esquerda, que tiveram ontem início.

De acordo com o jornal Proto Thema, citado pela Bloomberg, o antigo ministro das Finanças vai pressionar hoje o líder do partido de esquerda radical, Alexis Tsipras, a formar um governo que tenha com objectivo manter a Grécia no euro.

Caso o Syriza recuse o repto e não consiga, tal como a Nova democracia, avançar para a formação de um governo, então o líder do Pasok, terceiro mais votado nas eleições, irá recusar o mandato para tentar formar governo. De acordo com o mesmo jornal grego, Venizelos vai antes solicitar ao Presidente da República que convoque uma reunião com todos os partidos, para que seja tomada uma de duas decisões: convocar novas eleições ou formação de um governo de salvação nacional.

Dado que foi o segundo partido mais votado, o Syrisa está hoje pelo segundo dia em negociações para tentar formar governo, mas a tarefa apresenta-se como difícil, se não mesmo impossível.

O Syriza precisa de 151 assentos parlamentares para obter uma maioria absoluta, que dê margem para a formação de um governo, mas tem apenas 52 directos. Até agora recebeu apenas o apoio da Esquerda Democrática, que nas eleições do passado domingo alcançou 19 lugares no parlamento.






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comentários mais recentes
El Greco 09.05.2012

Países como a Grécia precisam de ditadores a governa-los para em vez de se queixarem de terceiros e passarem a vida nas esplanadas a conversar passem a trabalhar e a contar primeiro com eles próprios e dessa maneira deixarem de ser problema para toda a União Europeia

Visto 09.05.2012

Será que a democracia é viável em países como este?
É pena, mas para a ditadura caminham.

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