União Europeia Verhofstadt anuncia candidatura à presidência do Parlamento Europeu

Verhofstadt anuncia candidatura à presidência do Parlamento Europeu

O antigo primeiro-ministro belga e membro do grupo parlamentar dos liberais democratas anunciou esta sexta-feira a candidatura à presidência do Parlamento Europeu. O sucessor de Schulz será escolhido já em Janeiro.
Verhofstadt anuncia candidatura à presidência do Parlamento Europeu
Reuters
David Santiago 06 de janeiro de 2017 às 16:16

Guy Verhofstadt revelou esta sexta-feira, 6 de Janeiro, que irá candidatar-se à presidência do Parlamento Europeu, avança a agência noticiosa AFP. O antigo primeiro-ministro belga (1999-2008) promete ser um "construtor de pontes" nestes tempos turbulentos.

 

"Nestes tempos turbulentos e inseguros, numa altura em que a Europa é ameaçada por nacionalistas e populistas de todos os tipos, precisamos de visionários, construtores de pontes e compromissos", afirmou o político dos Liberais e Democratas Flamengos, força integrada no grupo europeu dos liberais democratas (Partido da Aliança dos Liberais e Democratas pela Europa, ALDE), que lidera.

 

"É tempo de mudança, tempo para uma ampla coligação de todas as forças pró-europeias que têm de pôr em primeiro lugar os interesses dos cidadãos europeus", prosseguiu Verhofstadt que garante ser um dos que quer fazer parte da mudança.

 



Nesta altura Guy Verhofstadt é o representante incumbido pelo Parlamento Europeu para liderar as negociações com o Reino Unido tendo em vista a saída britânica da União Europeia (UE), função que deverá abandonar se for eleito sucessor do ainda presidente Martin Schulz.

 

Verhofstadt vai enfrentar os já confirmados candidatos dos dois maiores blocos partidários europeus, o PPE e o PSE. O centro-direita europeu apresenta como candidato o italiano Antonio Tajani e os socialistas o também italiano Gianni Pittella. O belga Verhofstadt é considerado um político moderado em termos económicos e, politicamente, é conhecido como um federalista e defensor da criação dos chamados "Estados Unidos da Europa".

 

O alemão Schulz anunciou em Novembro a intenção de abandonar a liderança do plenário europeu para se concentrar na política interna germânica, país que terá eleições legislativas depois do Verão deste ano. Apesar de Schulz ter chegado a ser apontado como eventual candidato contra a actual chanceler, Angela Merkel, o membro do SPD afastou entretanto tal possibilidade.

 

O nome de Schulz é ventilado como forte hipótese para ministro dos Negócios Estrangeiros do futuro Governo alemão, que se antecipa poder reeditar uma coligação entre a CDUA de Merkel e o SPD ainda liderado por Sigmar Gabriel.

 

As eleições para definir o próximo presidente do Parlamento Europeu terão lugar ainda no presente mês de Janeiro e serão ainda 751 parlamentares europeus a decidir, incluindo ainda os 73 deputados provenientes do Reino Unido.

 

Tradicionalmente, os dois maiores partidos (PPE e PSE) alternam a cada dois anos e meio na presidência do plenário europeu, pelo que existe uma expectativa generalizada de que seja um membros dos conservadores europeus a suceder a Martin Schulz. 


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