Américas Veto de Trump a migrantes reinicia-se esta sexta-feira

Veto de Trump a migrantes reinicia-se esta sexta-feira

A partir da 1:00 desta sexta-feira (20:00 em Washington), o veto temporário à entrada de refugiados e imigrantes de seis estados de maioria muçulmana volta a vigorar, num modelo menos restritivo do que o inicialmente proposto por Trump.
Veto de Trump a migrantes reinicia-se esta sexta-feira
Reuters
Negócios com Reuters 29 de junho de 2017 às 16:44
O impedimento temporário à entrada nos Estados Unidos de migrantes oriundos de seis estados de maioria muçulmana deverá ser reposto ao final do dia desta quinta-feira, 29 de Junho, embora num modelo menos restritivo do que o inicialmente proposto pela administração Trump.

Entre as alterações à medida original - que de acordo com a Reuters começam a vigorar às 20:00 (hora em Washington, 1:00 de sexta-feira em Portugal Continental) - está a não aplicação a pessoas que já tenham viajado para o país e a refugiados com uma relação de confiança com pessoas ou entidades dos Estados Unidos. 

Mudanças que foram introduzidas depois de o Supremo Tribunal se ter pronunciado sobre a proposta a aplicar a cidadãos do Irão, Líbia, Síria, Somália, Sudão e Iémens. Agora, para terem acesso a um visto de entrada no país, estes indivíduos têm de ter uma relação familiar com alguém que viva nos EUA ou laços que o liguem a uma entidade sediada no país.

Porém, "avós, netos, tias, tios, sobrinhos, sobrinhas, primos, cunhados e cunhadas, noivos e outros membros da família 'alargada'" não estão incluídas entre as pessoas cuja ligação garante o acesso a visto destes cidadãos estrangeiros, refere a Associated Press, citando um telegrama do Departamento de Estado. Esta exclusão leva os advogados de cidadãos muçulmanos a considerarem que se está perante uma nova discriminação que desafia a decisão do Supremo Tribunal.

Há mais de cinco meses que a medida - temporária, que se estenderá por 90 dias para migrantes e 120 para refugiados - começou a ser implementada, sob o argumento de proteger os cidadãos norte-americanos das ameaças terroristas. Além da confusão que causou nos aeroportos, a ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump foi consecutivamente desafiada nos tribunais, que suspenderam a sua eficácia.

Em Março foi emitida uma versão alterada da ordem executiva, também ela travada nos tribunais. O Supremo deverá pronunciar-se no final do ano em definitivo sobre a medida.



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