Segurança Social Vieira da Silva: Actualização das pensões vai garantir poder de compra

Vieira da Silva: Actualização das pensões vai garantir poder de compra

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, assegurou hoje que as pensões vão ser novamente actualizadas, o que vai garantir que perto de 90% dos pensionistas não percam poder de compra.
Vieira da Silva: Actualização das pensões vai garantir poder de compra
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 21 de setembro de 2017 às 14:36

Questionado à margem da Conferência Internacional das Nações Unidas sobre o envelhecimento activo, que decorre até sexta-feira em Lisboa, sobre se está previsto no Orçamento do Estado para 2018 um aumento das pensões como houve no ano passado, o ministro afirmou que "não há nenhuma posição fechada".

 

"Este ano haverá novamente, pelo terceiro ano consecutivo, a aplicação da fórmula de actualização das pensões, que faz com que mais de 80%, aliás, perto de 90% dos pensionistas tenham pelo menos garantido que não têm perda de poder de compra e isso é toda uma diferença, para além das melhorias que existem com o fim dos de impostos extraordinários que incidiam sobre os pensionistas", adiantou.

 

O ministro sustentou que, "pelo menos essa actualização, que garante que as pensões não se degradam para grande maioria dos pensionistas está garantida, porque a lei voltou a ser reposta e não está suspensa".

 

Para o ministro, a "melhor forma" de evitar a longo prazo a existência de baixas pensões é assegurar "o crescimento de emprego e melhores salários".

 

"É essa a tendência que temos vindo a viver nos últimos anos", particularmente nos últimos dois, disse, recordando que há três anos discutia-se em Portugal "quanto é que seriam os cortes nas pensões", agora está-se "a discutir quanto serão os aumentos".

 

"Se isto não é uma viragem, eu não sei o que será uma viragem", comentou.

 

Vieira da Silva explicou ainda que o aumento das pensões resulta da "evolução da economia" e da "evolução da sociedade", que vai "ditando a facilidade e a rapidez" com que se pode recuperar "alguma da degradação que existiu durante um bom número de anos".

 

Aludindo às questões levantadas na conferência organizada pela Comissão Económica da Região Europa das Nações Unidas (UNECE), com o tema "Uma sociedade sustentável para todas as idades, Vieira da Silva destacou o direito ao trabalho para os menos jovens,

 

"Uma das questões decisivas para garantir um envelhecimento mais feliz e mais sustentável para a sociedade é garantir o direito ao trabalho aos trabalhadores mais idosos", sublinhou.

 

Segundo Vieira da Silva, esta questão também está em cima da agenda nacional: "Temos que trabalhar todos para encontrar novas formas de dar uma resposta positiva ao direito que as pessoas têm de continuar a trabalhar e não serem discriminadas em função da idade".

 

"Nós pudemos este ano devolver rendimentos, criar mais emprego, mais massa salarial na economia porque não ferimos os equilíbrios das contas públicas ou os equilíbrios externos do país", frisou. 

 

Acrescentou ainda que, só respeitando esses equilíbrios e os compromissos, é que se pode continuar "a estratégia de melhoria de rendimentos e melhoria do bem-estar".

 

"Essa estratégia mostrou ser útil para a resolução dos desequilíbrios externos", disse o ministro, ressalvando que "esse equilíbrio é possível mas com os necessários níveis de ponderação".

 

"É um equilíbrio difícil, exigente, mas mostramos que era possível", rematou.

 




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Anónimo Há 4 semanas

És um vigarista tal e qualmente os outros. Recebo menos de reforma do que recebia há 10 anos incluindo o duodécimo. E ainda tiveram a lata de ir mamar no complemento que o honesto ex-patrão me paga por sua livre e gratuita iniciativa. Toda a vida lamentarei os descontos que fiz para a CGA e SS . Sois uma corja de incompetentes ladrões. Mas o tempo das vacas gordas já lá vai, e tudo por vossa culpa, pqp.

alberto9 Há 4 semanas

Qual evolução da economia? A SS vive das contribuições dos que trabalham, e de acordo com as estatisticas, no último ano, mais de metade dos novos empregados recebem ordenado mínimo. É com este valor extraordinário que o Exmo ministro quer pagar os aumentos das pensões?
As pensões atuais deveriam ser recalculadas de acordo com as formulas atuais, em que é tida em conta toda a carreira contributiva, pois é de extrema injustiça que os mais novos andem a pagar as pensões dos rreformados e quando chegarem à idade da reforma o valor previsível será muito inferior às atuais reformas

Anónimo Há 4 semanas

Bardamierda para esta política de aumento de pensões. Só aumentam aqueles que levaram a vida a fugir aos descontos para a SS e têm pensões baixas. Eu trabalhei (e descontei sempre sobre tudo o que ganhei) durante 49 anos e sem horário. Tenho uma reforma bruta de 1600 euros e já percebi que até morrer nunca mais vou ser aumentado! Trabalhei sempre no privado, nunca no BdP, CGD, TC, Parlamento, Governo, PR, PT, EDP, Carris, Metro e por aí fora, percebeu "senhor ministro"? a minha reforma não é de favor nem de oportunismo, foi conseguida com muito suor. Isto é um país de mierda.

Anónimo Há 4 semanas

Sim se o governo de seguida não aumentasse nos impostos indirectos!
Estes é só fogo de vista. Dão com uma mão e triam com a outra.

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