Economia Vieira da Silva: “Estou de consciência tranquila” no caso Raríssimas

Vieira da Silva: “Estou de consciência tranquila” no caso Raríssimas

O ministro da Segurança Social diz estar de consciência tranquila em relação ao seu papel na Associação Raríssimas. Garante que se tivesse tido conhecimento de algum problema “teria agido em conformidade”.
Vieira da Silva: “Estou de consciência tranquila” no caso Raríssimas
Sara Antunes 13 de dezembro de 2017 às 12:02

Vieira da Silva, que chegou a ser vice-presidente da assembleia-geral da Associação Raríssimas entre 2013 e 2015, diz que o papel que desempenhou na Associação Raríssimas foi "o compromisso cívico" que considerou poder assumir, salientando que essas funções nunca coincidiram com funções no Executivo. Em causa estão denúncias de má gestão na associação Raríssimas que foram divulgadas numa reportagem da TVI publicada no final da semana passada.

"Não foi apresentado por ninguém", seja corpos sociais, trabalhadores ou beneficiários quaisquer questões que apontassem para problemas do tipo identificados na reportagem da TVI. Caso contrário "teria agido em conformidade", garantiu o ministro da Segurança Social em declarações aos jornalistas, transmitidas pelas estações de televisão.

 

Está de consciência tranquila? "Estou", afirmou, reiterando que "não teve conhecimento" dos problemas agora identificados.

 

Questionado sobre se falhou a inspecção, o ministro salientou que a instituição está a ser "alvo de um processo de investigação e inspecção e só no fim é que poderemos ver se do lado do Estado houve alguma fragilidade e se algo deve ser mudado no futuro, em relação ao acompanhamento" deste tipo de instituições.

 

Vieira da Silva diz que a inspecção foi pedida com carácter de urgência e que lhe foi transmitido que "nos próximos dias haverá uma estimativa". Neste momento as equipas estão ainda a desenhar "o conjunto de procedimentos" a seguir. "Eu terei toda a disponibilidade de ir ao Parlamento esclarecer" a situação, com base no resultado da inspecção. "Até lá, pelo respeito do trabalho que está a ser feito, não direi mais nada."

 

O ministro quis deixar claro também que os subsídios concedidos às instituições de solidariedade não são "sem controlo", o sistema "está organizado há anos e tem vindo a ser melhorado."

 

"Estes apoios concedidos são sempre protocolados. São feitos com base em critérios que têm a ver com o número de pessoas apoiadas, a qualidade dos quadros e tabelas que estão previamente estabelecidas. As famílias que recorrem a estes equipamentos têm também uma comparticipação que em geral dependente dos seus rendimentos", salientou.

 

"Nos acordos, nas transferências que são feitas, são em funções de número de beneficiários, mas também do número de funcionários. Os apoios não exigem apenas que estejam lá só os beneficiários" é preciso que haja "quadros com diferentes níveis de qualificação. Se esses critérios foram ou não cumpridos é algo que teremos de esperar um pouco" para saber.




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mais votado Anónimo Há 6 dias

Pagar mensalmente a cada um de 3 directores de uma organização a quantia de 10 mil euros sem qualquer necessidade ou justificação económica ou pagar 1000 euros a 30 colaboradores com cargos não directivos que também ocupem um posto de trabalho efectivo sem qualquer necessidade ou justificação por estarem em demasia na organização ou por existir uma tecnologia muito mais económica, e por ventura mais eficiente, que os pode substituir, é exactamente a mesma coisa. É eu e a minha família, sem nada termos a ver com isso, sermos extorquidos mensalmente em 30 mil euros para de forma indecorosa entregar o fruto desse saque a outrem, sem qualquer razão ou fundamento válido. Isto pode-se passar, e em Portugal passa-se constantemente, com fundos públicos entregues a uma instituição de solidariedade social, subsídios estatais e isenções fiscais avulsas e discricionárias a empresas públicas ou privadas, ou num qualquer serviço público flagelado pelo sobreemprego a nível directivo e não directivo.

comentários mais recentes
Invicta Há 6 dias

Isso mesmo e vê-se ao longe.

RE: "ANÓNIMO" mais votado Há 6 dias

Tu que continuas a tua “Jhiad” contra os excedentários, não venhas aqui pedir solução para problema que é da tua precípua responsabilidade resolver:
Compete-te elaborar um Plano Estratégico como deve ser, e ao nível da qualidade dos teus pares em Portugal e na Europa.
Nele deves prever pôr cobro a parasitagens miseráveis; a tachos criados para afilhados sem consideração de preocupações de competência; a lugares preenchidos ao arrepio de preocupações de meritocracia e segundo lógicas de nepotismo.
Põe a trabalhar nesse Plano os melhores dos teus excelentes técnicos, e coloca-o à consulta daqueles teus Colaboradores que no dia a dia servem a grande maioria do Povo Português.
Recolhe os seus testemunhos e decide em consciência o que é ou que não é factível.
Depois, passa à ação com as qualidades de energia de que vens aureolado.
Verás que o teu problema dos excedentários, do medonho Adamastor como agora o caracterizas, ficará reduzido a “rato minúsculo parido pela montanha”.

Z27 Há 6 dias

Dos jornais:
"Por último, Vieira da Silva insistiu que desconhecia qualquer denúncia de gestão danosa na Raríssimas até à data da emissão da reportagem da TVI, no último sábado. “As cartas do tesoureiro que foram dirigidas ao ministério foram enviadas para os serviços competentes da Segurança Social. Se essa ação foi suficente ou não, adequada ou não, teremos conhecimento na inspeção no nível mais elevado”, concluiu."...

Força PS Há 6 dias

Facho bom é no cemitério!!!

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