Economia Vítor Bento: Governo tem de ser "mais ousado" na dívida. Pagamentos ao FMI “são fogachos”

Vítor Bento: Governo tem de ser "mais ousado" na dívida. Pagamentos ao FMI “são fogachos”

O Governo tem de ser mais ousado a reduzir a dívida pública e isso implica reduzir o défice mais depressa para zero. Só assim conseguirá colocar o peso da dívida em 100% ou 90% do PIB em dez anos.
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Rui Peres Jorge Rosário Lira 07 de janeiro de 2018 às 12:00
Vítor Bento defende que o Governo tem de ser mais ousado a reduzir a dívida pública, diz em entrevista concedida ao Negócios e à Antena 1, e que será transmitida na rádio pública às 12:00 de domingo, e publicada no Negócios na segunda-feira, 8 de Janeiro.

"Temos de ser mais ousados e estabelecer objectivos perfeitamente claros. Se não houver mais nenhum, no mínimo pôr a dívida em 90% ou 100% do PIB no espaço de 10 anos. Isso estabelece um quadro claro sobre o que tem de ser a gestão orçamental até lá", defende o economista e presidente não executivo da SIBS.

Para Vítor Bento é preciso uma estratégia que vá além dos pagamentos ao FMI com dinheiro "que se esteve a acumular caixa durante um determinado tempo". "Isso é um fogacho. Não estou a desvalorizar, mas em si não tem consequência", defende.




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mais votado Anónimo 07.01.2018

Todas as grandes crises económico-financeiras em tempo de paz, acelerado progresso tecnológico e relativa prosperidade desde a queda do muro de Berlim e a dissolução da União Soviética, a começar precisamente por estas duas situações de crise e a acabar na fome na Coreia do Norte de 1994-1998, na grande recessão de 2007-2012, no carnaval à chuva brasileiro e no descalabro chavista venezuelano, foram causadas pelo excedentarismo e sobrepagamento acima do real preço de mercado com a consequente má alocação dos factores produtivos trabalho e capital. A China, desde 1989, povoada por um povo imbuído numa cultura que lhe confere uma mentalidade tão paciente quanto sábia, fez precisamente um caminho inverso, sob a forma de uma longa maratona, ao daqueles que temporariamente e com grande arrependimento se aventuraram velozes por atalhos e maus caminhos tendo submergido nas crises referidas, que, em alguns casos, senão em todos, eram a única forma de caírem na realidade. Alguns ainda deliram.

comentários mais recentes
Anónimo 07.01.2018

Em organizações públicas e privadas do mundo mais desenvolvido, no âmbito da gestão das organizações faz-se gestão de recursos humanos (GRH). Sem GRH, nem criação de valor ocorre nem elevação dos rendimentos de colaboradores não excedentários se dá, uma vez que os excedentários, por definição, limitam-se a extrair valor. Economias com GRH enriquecem e desenvolvem-se de forma sustentável. Ser excedentário não significa por si só que se seja criminoso ou mesmo incompetente. Ser excedentário é como estar na condição de desempregado mas a ser suportado por uma organização que emprega o desempregado. O desempregado e o excedentário são apenas uma oferta sem procura, e isso não é crime, crime é não fazer GRH. O desempregado, sem procura no mercado laboral onde oferece trabalho. O excedentário, sem procura numa dada organização empregadora que tem que o suportar prejudicando a persecução da sua missão, visão e propósito. Ambos são um problema do Estado de Bem-Estar Social e não do empregador.

Anónimo 07.01.2018

Os salários ou o custo do trabalho em Portugal são mais reduzidos do que noutras economias mais ricas e desenvolvidas do que a portuguesa, mas o que se passa é que aí as empresas gozam de economias de escala que as empresas portuguesas só atingiriam se se internacionalizassem. E o que é facto é que muito raramente isso acontece porque sindicatos e esquerda não deixam que se reúnam as condições para que tal aconteça. Por outro lado, e não menos importante, há que salientar que o sector empresarial dessas economias mais ricas e desenvolvidas tem uma muito maior alocação de capital com grande incorporação de tecnologia de ponta, económica e eficiente, que poupa enormemente em factor trabalho. Uma coisa é ter 200 assalariados a ganhar 1000 outra é ter 50 a ganhar 2000 para produzir o dobro do que se consegue produzir empregando os primeiros. Agora, sem fazer nada disto e sem obedecer a estas regras económicas, também se pode decretar salário de 2000 para os 200. Enquanto der.

Anónimo 07.01.2018

Todas as grandes crises económico-financeiras em tempo de paz, acelerado progresso tecnológico e relativa prosperidade desde a queda do muro de Berlim e a dissolução da União Soviética, a começar precisamente por estas duas situações de crise e a acabar na fome na Coreia do Norte de 1994-1998, na grande recessão de 2007-2012, no carnaval à chuva brasileiro e no descalabro chavista venezuelano, foram causadas pelo excedentarismo e sobrepagamento acima do real preço de mercado com a consequente má alocação dos factores produtivos trabalho e capital. A China, desde 1989, povoada por um povo imbuído numa cultura que lhe confere uma mentalidade tão paciente quanto sábia, fez precisamente um caminho inverso, sob a forma de uma longa maratona, ao daqueles que temporariamente e com grande arrependimento se aventuraram velozes por atalhos e maus caminhos tendo submergido nas crises referidas, que, em alguns casos, senão em todos, eram a única forma de caírem na realidade. Alguns ainda deliram.

Talvez se dê um jeito ! 07.01.2018

Se acabarem com os benefícios às empresas e combaterem a fuga aos impostos por parte dessas mesmas empresas talvez se baixe mais um pouco a divida. Sr 1º ministro a pedido do dr Vitor Bento, aperte os calos às empresas.

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