Economia Vitor Bento: "Não há alternativa à austeridade"

Vitor Bento: "Não há alternativa à austeridade"

O economista defende que Portugal só vai conseguir "melhorar o nível de vida através do aumento da produtividade", mas tal requer tempo. Por isso, sublinha que "no curto prazo, a única forma que temos de reganhar competitividade é através dos custos". Veja aqui o vídeo.
Ana Laranjeiro 13 de fevereiro de 2012 às 21:05
Vítor Bento sublinhou que “não há alternativa à austeridade”, pois em Portugal, “desde 1995 temos vindo a aumentar o ‘gap’ entre a despesa interna e o rendimento que temos, o que significa que essa diferença só se consegue manter desde que haja quem financie, com dinheiro externo, essa diferença”.

O também conselheiro de Estado, presente na conferência intitulada “Como crescer em austeridade?”, organizado pela Plataforma “Crescimento Sustentável”, reiterou que Portugal só obtêm financiamento através da troika e “não temos capacidade de sustentar a economia baseada apenas no consumo interno”.

Vitor Bento considera ainda que “de facto a produtividade é a chave disto tudo. Nós só conseguimos melhorar o nível de vida através do aumento da produtividade”. “O aumento da produtividade tem de ser o foco central de qualquer política económica a médio-longo prazo” frisou.

Porém, o economista apontou que “a produtividade leva tempo a produzir efeito”, ou seja, “qualquer acção que se possa encetar leva o seu tempo a produzir efeitos, o que significa que no curto prazo a única forma que temos de reganhar competitividade é através dos custos”.

“Só através da redução dos custos, no momento mais imediato, é que se consegue reganhar competitividade, embora essa não seja a solução que satisfaça nem que possa ser aceitável como duradoura”, acrescentou.



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comentários mais recentes
João Rocha 18.09.2012

Poderia evocar neste espaço os mais directos e indirectos disparates que acabei de ler. Gostaria de saber se for possível se este "anónimo dos burros", sabe governar a sua casa se a tiver. Se quiser responder que o faça mas com dignidade mostrando a CARA, acusar os outros e esconder-se é um verdadeiro acto de cobardia, próprio de pessoas falhadas, estúpidas e ignorantes, quiçá, um falhado politico, ou um estúpido oportunista, filiado nos partidos que nos teem causado tantos sacrifícios.

Anónimo 16.09.2012

Sabem que me assusta? É o facto de que quando este governo sair, voltamos À miséria de gente sem visão e ignorante que nos assolou nos últimos 40 anos. Parabéns! O PSD terá o meu voto, continuem assim!

Anónimo 16.09.2012

Agora estamos nesta situação miserável porque quando Portugal era mais produtivo andaram a pagar para se deixar de produzir e andarmos a pagar a grandes países como a França ou a Alemanha e agora Portugal está a ser saqueado pelos capitalistas que andam a sugar o sangue dos trabalhadores. Os vampiros dos governantes no seu melhor!

ManNextDoor 14.02.2012

Este sr. é um dos ideólogos e uma das inspirações deste governo em termos de política económica. Por isso é bom perceber que o que ele diz, é o que o nosso governo compartilha em termos de pensamento económico. É bom que entendam que algumas das palavras aqui usadas ("médio-longo prazo", "leva tempo a produzir efeito") não são usadas levianamente. É bom que percebam que o que ele está a dizer é que a 'boa vida' que nos prometem ainda está longe, muito longe. E que até lá a solução vai ser mais austeridade, mais cortes e mais sacrifícios. E sempre para os mesmos. É isto que nos espera nos próximos tempos… e nos próximos… e nos próximos…
Os dados estão lançados, agora passa a ser a ‘nossa’ vez de jogar…
O que vamos fazer?

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