Economia Vítor Bento critica aumento de pensões: "Estamos a construir uma casa de palha"

Vítor Bento critica aumento de pensões: "Estamos a construir uma casa de palha"

O economista usa a história dos três porquinhos para alertar para os riscos de estarem a ser tomadas medidas que depois não podem ser cumpridas no futuro.
Vítor Bento critica aumento de pensões: "Estamos a construir uma casa de palha"
Reuters
Negócios 12 de Outubro de 2016 às 09:50

Vítor Bento considera que é errado e arriscar aumentar as pensões, uma vez que "estamos a criar expectativas que não vamos poder cumprir".

 

Em entrevista à Renascença, o antigo presidente do Novo Banco utiliza a história dos três porquinhos para criticar as políticas que estão a ser seguidas actualmente. "É um pouco como a fábula dos três porquinhos. Isto é, se nos esforçarmos por construir uma casa de pedra, resiste mais ao sopro do lobo, do que se estivermos a construir uma casa de palha", afirma o administrador da SIBS, considerando depois que em Portugal "estamos a construir uma casa de palha, aí não estamos de facto a fazer o que devemos".

 

Vítor Bento critica ainda a mensagem que está a ser dada pela esquerda aos investidores: "teria dificuldade em imaginar uma política mais agressiva contra o investimento".

 

Mas também deixa uma análise positiva à actuação deste Governo, nomeadamente na banca. O executivo liderado por António Costa tem agido bem e "tem procurado resolver os problemas", refere o economista, destacando que a ajuda estatal à CGD não vai contar para o défice e o banco do estado não terá comissários políticos na gestão.

 




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mais votado JCG Há 3 semanas

E ninguém se lembrou de perguntar ao Sr Bento quantos anos tem (pouco mais de 60), desde quando está reformado, quantas pensões de reforma tem e quanto recebe? Convinha.

Quanto à CGD deixar de ter comissários políticos, esta tirada não é digna de um tipo como o Bento a quem reconheço alguma dimensão intelectual. Pode não ter comissários partidários de 1ª linha, mas todo o homem, que seja homem, é político e a alternativa à inclusão de comissários partidários conhecidos, que apesar de tudo sujeitaram-se a eleições e em algum momento expuseram-se, pelo que veio a público até à data, foi a entrega da CGD uma bandeja a um grupo de amigos em torno de uma figura chamada Domingos, um amanuense burocrata subalterno no BPI, que na prática se tornaram donos da CGD sem lá terem colocado um tostão.

O que o Governo fez através de uns garotelhos importados de associações de estudantes foi "dar" a CGD e demitir-se de representar adequadamente e como é seu dever o interesse público que no caso coincide com o interesse dos acionistas.

comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

Cá na MINHA TERRA diz-se: Só fala de orelhas quem é Orelhudo!... Sabe o que é uma Oligarquia?!

Anónimo Há 3 semanas

Ou será que me querem roubar, o que descontei para o erário público / (C-G-A), para o entregarem aos donos do dinheiro das outras pessoas e ganho com sangue suor e lágrimas?

julio bras Há 3 semanas

comparar-mo-nos com os mais pobres, é andar de marcha-atrás! Ele há gostos para tudo...???

Anónimo Há 3 semanas

as reformas são o maior buraco. Os descontos para a SS não são para a reforma, os descontoso pagam as reformas aos reformados de hoje. Espera-se q haja pessoas a descontar quando elas se reformarem. hj não há descontos suficientes para pagar as reformas que existem. teto nas reformas a €1000/mês

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