Segurança Social Vou ter um filho. E agora?

Vou ter um filho. E agora?

Governo lançou um guia com informação variada para pais e mães. Portal está a funcionar desde esta sexta-feira e serve também de manual sobre a "vida em família".
Vou ter um filho. E agora?
Miguel Baltazar
Marta Moitinho Oliveira 30 de junho de 2017 às 12:59

"Os trabalhadores com filhos têm várias formas de conciliar o trabalho com a vida familiar", lê-se no portal Tenho uma Criança, lançado pelo Governo e que está a funcionar desde esta sexta-feira. O manual, que pretende ser um guia para pais e mães, explica, entre outras coisas, o que significa a frase com que começa o texto e que muitas vezes assalta os pensamentos de quem tem que encontrar tempo para trabalhar e educar os filhos.

As mães e os pais trabalhadores têm direito a "trabalhar a tempo parcial até aos 12 anos" da criança, diz a tabela que sistematiza a informação sobre este assunto concreto. Até àquela idade, os pais e mães têm também direito "a um horário flexível", ou seja, "podem escolher, dentro de limites a acertar com o empregador, as horas a que começa e acaba de trabalhar". Até aos três anos, os pais e as mães têm direito a trabalhar a partir de casa.

Segundo o Governo, este é um "guia completo para futuros e recém pais e mães". E, por isso, a informação que ali se encontra não está apenas circunscrita ao tempo da gravidez. Vai além disso, disponibilizando informação sobre todo o Plano Nacional de Vacinação e até as matrículas para o 1.º ciclo.

"Tenho uma criança é uma das medidas do programa Simplex+2016 que reúne, num só guia, toda a informação relevante sobre a paternidade e maternidade nos primeiros anos da criança, seja na área da saúde, prestações sociais, direitos laborais ou declarações de rendimentos", explica o Executivo.

Guia sobre "vida em família"

O manual – que pode ser impresso e tem 44 páginas – dá também orientações sobre como cuidar de uma criança à medida que esta cresce. Nessa fase "o papel dos pais e das mães continua a ser decisivo" e "cuidar também é dar exemplo". Por isso, aconselha a partilha das tarefas e responsabilidades entre pais e mães.  
 

Neste capítulo, o guia serve também de bússola em temas como a igualdade de género. "As crianças devem sentir-se livres para descobrir quem são e quem querem ser, sem que a sociedade lhes imponha ideias feitas acerca do que deve fazer ou pensar uma menina ou um menino. As pessoas que cuidam das crianças, em especial os pais e as mães, devem estimular essa liberdade. Ao fazê-lo, contribuem para que tanto os rapazes como as raparigas possam construir a sua felicidade em todos os aspectos da vida, da escola à profissão, das relações pessoais à participação na sociedade."

Tanto os rapazes como as raparigas devem ser encorajados a "escolherem à vontade os seus jogos e brincadeiras, sem limitações quanto ao que a sociedade tradicionalmente considera jogos e brincadeiras "de menino" ou de "menina""; "a seguirem a área de estudos e a profissão que quiserem, pois tanto os homens como as mulheres podem ser competentes em qualquer domínio" são alguns dos conselhos deixados neste manual sobre direitos e deveres.




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comentários mais recentes
Iluminados 01.07.2017

Boa. Até nos motivam a ter mais filhos. Cada um nasce com uma dívida estatal de 27.000 € e tem o futuro assegurado com trabalho precário.

Isso é que era bom 30.06.2017

Acho louvável tentar fazer com que os portugueses arranjem mais contribuintes que já devem mesmo antes de nascerem mas nem no patrão estado (quanto mais nos privados!) vinga a história do horário flexível ou do teletrabalho; isso de trabalhar a tempo parcial é um luxo para ricos...

joana 30.06.2017

fantástico! Tiro umas fotos á minha casa e às minhas panelas, aos meus filhos, ponho no computador e peço á minha colaboradora para ma limpar e fazer a comida e olhar os meninos pelo PC. E as pequenas empresas que só tem uma empregada, de balcão por exemplo? Como resolvem?

Anónimo 30.06.2017

Espectacular, só que não funciona.

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