Política Monetária Yellen demite-se da Fed

Yellen demite-se da Fed

A ainda presidente da Reserva Federal norte-americana anunciou esta segunda-feira que deixará o banco central em Fevereiro, quando o seu sucessor tomar posse.
Yellen demite-se da Fed
Carla Pedro 20 de novembro de 2017 às 19:08

No início de Fevereiro, Jerome Powell assumirá as rédeas da Reserva Federal dos Estados Unidos, sucedendo assim a Janet Yellen, que não foi reconduzida na presidência do banco central.


Yellen tem assento na administração da Reserva Federal até 2024, pelo que não estava ainda claro se decidiria permanecer na Fed. Anunciou hoje que não.

No comunicado, a responsável máxima da Fed diz que se demite de membro do conselho de governadores do Sistema da Reserva Federal, sendo que a saída se efectivará "quando o seu sucessor tomar posse como presidente".

Janet Yellen, actualmente com 71 anos, foi nomeada por Barack Obama para integrar o conselho de governadores da Fed até 31 de Janeiro de 2024. Já o seu mandato ao leme do banco central do país teve início a 1 de Fevereiro de 2014, altura em que sucedeu a Ben Bernanke, e termina a 3 de Fevereiro de 2018.

Yellen é ainda presidente do Comité Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla anglo-saxónica), o principal órgão da Reserva Federal em matéria de política monetária.

No passado dia 2 de Novembro, Jerome Hayden Powell foi anunciado como o 16.º presidente da Reserva Federal norte-americana. Tal como já se esperava, Donald Trump apontou o nome do republicano de 64 anos, que está na Fed desde 25 de Maio de 2012, como o sucessor de Yellen.

Se "Jay" Powell for confirmado pelo Senado, no dia 28 de Novembro, será o primeiro presidente da Fed, em quase quatro décadas (desde 1981), que não é licenciado em Economia [mas sim em Direito], conforme salienta a Fortune. E será a primeira vez em quatro décadas que um presidente da Fed não cumpre um segundo mandato.

Quem é esta pomba que vai bater asas?

Yellen, nascida a 13 de Agosto de 1946 em Brooklyn, Nova Iorque, foi a primeira mulher a presidir à Fed.


Na gíria da política monetária, imperam as pombas (que querem manter as taxas de juro em níveis baixos e promover o crescimento do emprego) e os falcões (são a favor de juros mais altos para controlar a inflação).


Janet Yellen é tida como pertencendo ao primeiro grupo por ser apologista de medidas de estímulo à economia [mesmo que isso faça subir a inflação acima do que se desejaria - o que, de qualquer das formas, não aconteceu, pois a inflação está ainda longe da meta de 2% proposta pela Fed].

Além disso, a ainda presidente da Fed tem defendido que a subida das taxas de juro directoras nos EUA terá de ser gradual. E assim tem sido.

Tanto Yellen como o seu marido, George Akerlof, são economistas keynesianos que acreditam que os mercados económicos são fundamentalmente enviesados e precisam de regulação governamental para funcionarem correctamente, conforme sublinha a Investopedia.

Antes de integrar a Reserva Federal, Yellen – filha de uma professora e de um médico – ocupou vários cargos de relevo, tendo nomeadamente sido escolhida por Bill Clinton para presidir ao Conselho de Assessores Económicos do então presidente do país, de 1997 a 1999.


(Notícia actualizada às 19:43)




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comentários mais recentes
Adelino José Soares de Mello Há 2 semanas

Sigla em Anglo-Saxónico? A língua chama-se inglês. Da lista mundial de língua não consta essa coisa esquisita.

Da FED? Do FED. FED é a abreviatura corrente em todo o mundo do Federal Reserve Bank. Os jornalistas portugueses copiaram, provavelmente do francês, o feminino para FED. Simplesmente, Banco em francês e alemão é feminino, é inglês é neutro e em português é masculino.

A FED em português é uma calinada que o próprio Sr. Calino hesitaria em escrever. Tão má como a que uma vez um jornalista dum bom jornal português escreveu: "exitaria" em vez de "hesitaria"...

Anónimo Há 2 semanas

Em organizações públicas e privadas do mundo mais desenvolvido, no âmbito da gestão das organizações faz-se gestão de recursos humanos (GRH). Sem GRH, nem criação de valor ocorre nem elevação dos rendimentos de colaboradores não excedentários se dá, uma vez que os excedentários, por definição, limitam-se a extrair valor. Economias com GRH enriquecem e desenvolvem-se de forma sustentável. Ser excedentário não significa por si só que se seja criminoso ou mesmo incompetente. Ser excedentário é como estar na condição de desempregado mas a ser suportado por uma organização que emprega o desempregado. O desempregado e o excedentário são apenas uma oferta sem procura, e isso não é crime, crime é não fazer GRH. O desempregado, sem procura no mercado laboral onde oferece trabalho. O excedentário, sem procura numa dada organização empregadora que tem que o suportar prejudicando a persecução da sua missão, visão e propósito. Ambos são um problema do Estado de Bem-Estar Social e não do empregador.

surpreso Há 2 semanas

DEMITE-SE? O VOSSO ANTI-TRUMP NÃO TEM VERGONHA.ELA VAI PARA A REFORMA!

Criador de Touros Há 2 semanas

A sra está em fim de mandato, fez bem, mandou o Trump às urtigas.

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