Política Monetária Yellen vê recuperação no ano que vem a sustentar novas subidas de juros

Yellen vê recuperação no ano que vem a sustentar novas subidas de juros

Segundo a presidente da Fed, a melhoria do mercado de trabalho e do entorno internacional deverão manter a trajectória de recuperação da maior economia do mundo e sustentar a inflação, abrindo caminho a novas subidas de juros.
Yellen vê recuperação no ano que vem a sustentar novas subidas de juros
Bloomberg
Paulo Zacarias Gomes 15 de outubro de 2017 às 17:51
A Reserva Federal norte-americana espera continuar a aumentar as taxas de juro de uma forma gradual ao longo dos próximos meses, com o reforço do sector do emprego e melhoria da economia internacional a permitirem uma subida dos preços nos Estados Unidos.

"A minha opinião é que esta fraqueza dos preços não permanecerá e, com o reforço contínuo do mercado de trabalho, espero que a inflação suba mais no ano que vem," afirmou a presidente do organismo, Janet Yellen, este domingo, 15 de Outubro.

"Continuamos a esperar que o reforço contínuo da economia garanta aumentos graduais da taxa para manter um mercado de trabalho saudável e estabilizar a inflação em torno do nosso objectivo de longo prazo de 2%," acrescentou Yellen.

Numa intervenção no seminário internacional anual "Grupo dos 30" em Washington, a líder da Fed reconheceu que este ano a "maior surpresa" na economia dos EUA foi mesmo a inflação, que se mantém distante da meta dos 2% - em Agosto, excluindo as componentes mais voláteis como alimentação e combustíveis, ficou em 1,3%.

Se os preços ficaram aquém do previsto, já o desenvolvimento do mercado de trabalho superou o que era esperado, segundo a intervenção de Yellen citada pela Bloomberg. A favorecer o desempenho da maior economia do mundo estará o facto de os riscos para o crescimento mundial terem recuado, esperando-se que "o crescimento continue a reforçar-se no curto prazo."

Este cenário de crescimento sustentado e reforço do poder de compra das famílias através da melhoria do mercado de trabalho daria força à política de subida gradual das taxas de juro no país, antecipando os analistas ainda mais uma subida até ao fim do ano, na reunião de Dezembro.



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