Zona Euro Zona Euro: Famílias mantêm nível de poupança e empresas baixam taxa de investimento

Zona Euro: Famílias mantêm nível de poupança e empresas baixam taxa de investimento

Os dados do Eurostat mostram que as famílias, na Zona Euro, mantiveram a taxa de poupança em 12%, enquanto as empresas baixaram a taxa de investimento.
Zona Euro: Famílias mantêm nível de poupança e empresas baixam taxa de investimento
Rita Faria 12 de janeiro de 2018 às 10:42

Na Zona Euro, as famílias mantiveram o seu nível de poupança e aumentaram ligeiramente o investimento no terceiro trimestre do ano passado, revela o Eurostat esta sexta-feira, 12 de Janeiro.

Segundo os dados do gabinete estatístico da União Europeia, no período entre Julho e Setembro de 2017, a taxa de poupança das famílias da Zona Euro foi de 12%, um valor estável em relação aos três meses anteriores, e abaixo do registado no mesmo trimestre de 2016 (12,2%).

Nos últimos 12 anos, esta taxa atingiu o seu nível mais elevado durante a crise – 14,3% no primeiro e terceiro trimestres de 2009 – e o mais baixo no primeiro trimestre do ano passado (11,9%).

Já a taxa de investimento das famílias fixou-se, no terceiro trimestre, em 8,8%, ligeiramente acima dos 8,7% nos três meses anteriores.

No que respeita às empresas, a taxa de investimento foi de 22,4% na Zona Euro, o que compara com 23,1% no trimestre anterior e no período homólogo.

Desde 2006, este indicador atingiu o seu nível mais alto nos últimos três meses de 2007 (24,3%) e o mais baixo no final de 2009 e início de 2010 (20,9%). 




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mais votado Estamos a poupar muito menos do que na Europa! Há 6 dias

Pelos vistos na Europa, a média é de 12 %.
Nós, penso que anda à volta de 5%, quando há umas décadas era de perto de 30% !
Com tal valor não conseguimos reconstituir o capital fixo que herdámos.
Assim vamos transmitir aos nossos descendentes um património inferior ao que os nossos ascendentes nos legaram.
Com o Salazar o problema resolvia-se como se resolveu nos anos 30 do século passado: cortes nos ordenados dos funcionários públicos da ordem dos 30% e aumento geral dos impostos.
Foi inumano nessa altura e seria inumano hoje.
A única solução que hoje existe é tentar resolver o problema "a bem" estimulando os que mais podem, a pouparem muito mais.
Tal passa por lhes dar mais estímulos para poupar.
O que significa maiores rendibilidades nos produtos da poupança;
maior dinamismo e criatividade na concepção dos mesmos;
maior rigor na sua supervisão, maior razoabilidade no seu comissionamento, maior exigência na divulgação dos seus riscos e tolerância zero para parasitismos deletérios.

comentários mais recentes
De formigas poupadas a alegres cigarras Há 6 dias

É uma realidade insusceptível de crítica severa,
porque pode muito bem ser que resulte em parcela apreciável de um esforço gigantesco dos Portugueses para darem aos Filhos um nível de educação e bem estar que não tiveram.
Mas é uma realidade que hoje deve ser inflectida,
seja através da divulgação do que serão as consequências para o futuro das novas gerações,
seja através de medidas ativas e deliberadas para,
pela positiva, pela criatividade e pelo dinamismo,
( e nunca mais por brutal repressão fiscal )
tentar inverter um caminho que a prazo,
cada vez nos distanciará mais da "terra prometida" da Europa desenvolvida.

Estamos a poupar muito menos do que na Europa! Há 6 dias

Pelos vistos na Europa, a média é de 12 %.
Nós, penso que anda à volta de 5%, quando há umas décadas era de perto de 30% !
Com tal valor não conseguimos reconstituir o capital fixo que herdámos.
Assim vamos transmitir aos nossos descendentes um património inferior ao que os nossos ascendentes nos legaram.
Com o Salazar o problema resolvia-se como se resolveu nos anos 30 do século passado: cortes nos ordenados dos funcionários públicos da ordem dos 30% e aumento geral dos impostos.
Foi inumano nessa altura e seria inumano hoje.
A única solução que hoje existe é tentar resolver o problema "a bem" estimulando os que mais podem, a pouparem muito mais.
Tal passa por lhes dar mais estímulos para poupar.
O que significa maiores rendibilidades nos produtos da poupança;
maior dinamismo e criatividade na concepção dos mesmos;
maior rigor na sua supervisão, maior razoabilidade no seu comissionamento, maior exigência na divulgação dos seus riscos e tolerância zero para parasitismos deletérios.