Segundo a Aviation Herald
Avião da Air France deverá ter sofrido queda livre
04 Junho 2009, 09:53 por Jornal de Negócios Online | negocios@negocios.pt
4
Enviar por email
Reportar erro
0
As mensagens recebidas pela empresa em França indiciam que o avião sofreu uma queda livre. A origem dessa informação é a revista virtual "Aviation Herald", especializada em acidentes aéreos, citada pela Folha de São Paulo.
As mensagens recebidas pela empresa em França indiciam que o avião sofreu uma queda livre. A origem dessa informação é a revista virtual "Aviation Herald", especializada em acidentes aéreos, citada pela Folha de São Paulo.

A "Aviation Herald" informa que a primeira mensagem --já com o piloto automático desligado-- foi emitida às 23h10 e a última, às 23h14, informando uma velocidade vertical, ou seja, queda livre.

Houve, portanto, segundo a mesma fonte, quatro minutos de contactos automáticos entre o avião, avisando um a um os problemas que estavam a ocorrer, e o fim do contacto (possivelmente, com o choque do Airbus no Atlântico). As caixas-pretas, que podem apontar as causas da queda, bem como o diálogo entre os pilotos durante a crise, ainda não foram encontradas.

A mesma fonte vai mais longe e explica que o único dado técnico conhecido do acidente não está a ser tratado abertamente pela Air France, que informou apenas que às 23h14 do domingo o avião emitiu uma mensagem automática de despressurização e pane eléctrica. Esse foi o último sinal do voo, por meio do sistema Acars de mensagens de texto, que informa dados aos técnicos da empresa imediatamente.

No entanto, acrescenta a revista, ontem um porta-voz da empresa falou em "dezenas" de mensagens, indicando falhas diversas. A revista virtual "Aviation Herald" sugeriu, sem revelar sua fonte, que as mensagens na realidade começaram a aparecer às 23h10, justamente com o piloto automático desligado.

Na sequência, teria sido informada a perda do Adiru (sigla inglesa para Unidade de Dados Aéreos de Referência Inercial) e seu sistema de "back-up". A última mensagem, essa sim das 23h14, indicaria alarme de velocidade vertical --ou seja, queda.

Nada disso está ainda comprovado até porque a Air France trabalha sob as estritas leis francesas de divulgação de dados de acidentes aeronáuticos. Provavelmente, possuirá mais dados, mas o sistema Acars não traz uma radiografia tão detalhada do avião como a caixa-preta de dados.

Ministro da Defesa brasileiro diz que manchas de óleo indciciam que avião não explodiu

Oficial é o facto das manchas de óleo localizadas pela Aeronáutica, que realiza buscas ao Airbus da Air France que fazia o voo 447, indiciarem que o avião não explodiu, segundo declarações de ontem do ministro da Defesa, Nelson Jobim.

"Se temos mancha de óleo é porque o óleo não foi queimado", disse o ministro durante uma conferência de imprensa em Brasília. Jobim afirmou não haver mais qualquer dúvida sobre o local do acidente, que ocorreu perto do Arquipélago de São Pedro e São Paulo, próximo à cordilheira meso-atlântica, cuja origem está relacionada com a dinâmica tectónica das placas sul-americana e africana.



O ministro da Defesa disse quarta-feira que a Marinha realiza buscas em um raio de cerca de 222,4 km. Já hoje, o órgão deve começar a recolher os materiais encontrados, que serão encaminhados para análise e, segundo Jobim, devem contribuir com as investigações sobre as causas do acidente --que ainda não foram esclarecidas.

O Airbus que fazia o voo 447 está desaparecido desde a noite do último domingo (31). Ele descolou do Rio com destino a Paris com 228 pessoas - 12 tripulantes e 216 passageiros de 32 países, entre eles 58 brasileiros - segundo a empresa.

Segundo o governo, Airbus da Air France caiu a aproximadamente 400 milhas (740 km aproximadamente) do arquipélago de Fernando de Noronha (PE).



4
Enviar por email
Reportar erro
0