Educação Bloco quer acelerar progressões de professores nesta legislatura

Bloco quer acelerar progressões de professores nesta legislatura

A proposta que o Bloco de Esquerda acabou por apresentar implica que a contabilização do tempo de serviço dos professores tenha efeitos até ao final da legislatura, ao contrário do que pretendia inicialmente o Governo.
Bloco quer acelerar progressões de professores nesta legislatura
Bruno Simão/Negócios
Catarina Almeida Pereira 17 de novembro de 2017 às 21:27
A proposta que o Bloco de Esquerda apresentou sobre as progressões dos professores, prevê que a "aplicação" do que resultar das negociações sobre a recuperação do tempo tenha efeitos ainda nesta legislatura, ou seja, até ao final de 2019.

O objectivo, explicou a deputada Joana Mortágua em conferência de imprensa, é "garantir que o tempo integral de serviço seria contabilizado para, em termos a negociar com os sindicatos, mas com efeitos a ser produzidos já nesta legislatura".

"O que garantimos com esta proposta é que não é possível que das negociações saia como resultado a não contabilização do tempo de serviço".

Mas a proposta exige que haja impacto orçamental até 2019? Joana Mortágua respondeu que o que implica é que o início do impacto desta recuperação do tempo se faça até ao final da legislatura, ou seja, até ao final de 2019.

Inicialmente, o Bloco de Esquerda tinha apenas anunciado que iria propor a contabilização do tempo de serviço, mas sem qualquer calendário ou horizonte temporal, que remetia para os sindicatos.

O Governo começou por dizer que não haveria dinheiro para acelerar as progressões dos professores até 2021. Mas esta madrugada, no final de uma primeira ronda de negociações no Ministério da Educação, Mário Nogueira garantiu que o Governo já abriu a porta a essa possibilidade.

Esta sexta-feira decorrem novas negociações no Ministério da Educação.



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